Revolut: “Competimos com grandes bancos na base dos custos”

Nikolay Storonsky esteve no Web Summit e foi parco nas palavras. Mas não deixou de alertar que a Revolut é capaz de fazer frente aos grandes bancos graças à tecnologia.

Nikolay Storonsky, fundador da Revolut, esteve esta quinta-feira no palco principal do Web Summit.Harry Murphy/Web Summit via Sportsfile

O criador do banco digital Revolut defendeu no Web Summit que a empresa é capaz de competir com a banca tradicional devido a eficiências nos custos. Segundo Nikolay Storonsky, o segredo é a tecnologia e a inteligência artificial.

A partir do palco da Altice Arena, o líder da startup, que tem vindo a ganhar popularidade em Portugal e está presente em 35 países, foi parco nas palavras. Mas deu um exemplo dessas eficiências: “Temos sete milhões de utilizadores e 500 pessoas para apoio ao cliente. Um banco tradicional com sete milhões de clientes tem 5.000″, disse.

Além disso, a Revolut é capaz de gerir o compliance regulatório com recurso à tecnologia: “O nosso sistema é altamente automatizado. Não temos de ter centenas de pessoas em compliance“, indicou. E frisou: “Competimos com grandes bancos na base dos custos.”

Um piscar de olho à concorrência, que é forte, mas carrega o peso do legado, com sistemas pouco ágeis: “Quando trabalhava no Credit Suisse, lancei um produto e demorou três anos, tive de obter autorização de mais de 30 comissões”, rematou.

No Web Summit, o líder da Revolut considerou também que o Reino Unido é, atualmente, o melhor país para as fintech. A empresa está sediada em Londres.

A Revolut é um banco digital que permite realizar diversas operações bancárias sem comissões. Apesar de o serviço ser gratuito, existem modalidades pagas, em regime de subscrição mensal ou anual, que disponibiliza regalias como um seguro de viagem ou o acesso a lounges de aeroportos, por exemplo. A empresa também tem apostado no mercado das criptomoedas e no trading de ações.

Apesar de disponível há mais anos, a aplicação lançou a operação em língua portuguesa no mercado nacional no final de 2017, altura em que o serviço começou a ganhar mais popularidade no país. Desde o arranque, garante já ter conquistado 300.000 utilizadores no país.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Revolut: “Competimos com grandes bancos na base dos custos”

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião