Sonae está a avaliar “de forma interessada” a criação de uma SIGI

  • ECO
  • 14 Novembro 2019

Grupo liderado por Cláudia Azevedo "vê com bons olhos a aprovação das SIGI", porque vai dinamizar o setor imobiliário, atraindo investimento. Para já está a estudar o regime legal destas sociedades.

A Sonae SON 0,00% está a avaliar “de forma interessada” a criação de uma sociedade de investimento e gestão imobiliária (SIGI), podendo replicar em Portugal o modelo seguido em Espanha, onde o grupo fez uma parceria com o Bankinter.

A informação foi transmitida pelo administrador financeiro da Sonae, João Dolores, ao Jornal de Negócios (acesso pago), adiantando que a Sonae ainda se encontra numa fase de analisar o regulamento que foi aprovado para as SIGI. “Ainda não foi tomada uma decisão”, assinalou João Dolores.

O grupo liderado por Cláudia Azevedo “vê com bons olhos a aprovação das SIGI” porque “será positivo para atrair mais investimento estrangeiro e para dinamizar ainda mais o setor imobiliário”, destacou ainda o CFO.

No caso da Sonae, o gestor diz que a empresa tem experiência na área. Em 2017 criou uma Socimi (o equivalente espanhol às SIGI) em Espanha através de uma parceria com o Bankinter.

A Sonae lucrou menos nos primeiros nove meses deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado. Os resultados líquidos caíram para 88 milhões de euros, sendo esta evolução explicada pela ausência de efeitos extraordinários da mesma dimensão do que os registados em 2018. Em termos operacionais, o desempenho foi positivo, com as vendas a apresentarem um crescimento de mais de 10%.

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