Mexia diz que não pode deixar um acionista interferir no plano estratégico da EDP

  • ECO
  • 15 Novembro 2019

Em entrevista ao Jornal Económico, António Mexia avisa os chineses da China Three Gorges que não vai permitir que um acionista impeça o desenvolvimento do plano estratégico da EDP.

O presidente da EDP, António Mexia, defende que a parceria com os chineses da China Three Gorges tem de ser vantajosa para as duas empresas e que não pode permitir que “um acionista interfira ou impeça o desenvolvimento do plano estratégico”, um recado deixado aos acionistas chineses numa entrevista ao Jornal Económico.

“A parceria com a CTG tem de ser uma parceria, como se costuma dizer, win-win para a CTG e para a EDP. Outra coisa não poderia acontecer”, disse o líder da elétrica nacional, acrescentando que a empresa quer desenvolver negócios em locais e áreas que sejam benéficos tanto para a EDP, como para a China Three Gorges, a maior acionista da EDP.

Qualquer parceria, seja na América Latina ou para qualquer tecnologia, terá de ter em conta os interesse de todos os acionistas da EDP, ponto.
E o que queremos, e temos neste momento, é estar em sítios onde essa parceria é boa para as duas companhias. Isto é o trabalho. As parcerias servem para isso”, explica o responsável.

António Mexia garante ainda que existe interesse de acionistas americanos na elétrica: “Vemos interesse de muitos fundos americanos na EDP”.

O mercado das renováveis nos Estados Unidos tem “um potencial gigante” devido aos recursos e à forte procura, sublinha o responsável da elétrica que ganhou quatro concursos nos EUA, no final de outubro. Mas a empresa também vai explorar outros mercados e o Japão poderá ser o próximo passo para desenvolver o offshore.

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