Chineses vendem 1,33% do capital da EDP

  • ECO
  • 5 Novembro 2019

CNIC vendeu bloco de 49 milhões de ações da EDP, o equivalente a 1,33% do capital, por 175,6 milhões de euros, que correspondem a 3,6 euros por ação. Venda foi a investidores institucionais.

Os chineses da CNIC venderam, em pouco mais de cinco horas, um bloco de 49 milhões de ações da EDP EDP 1,09% , o equivalente a 1,33% do capital da elétrica portuguesa, através de um processo de colocação privada junto de investidores institucionais e qualificados. Agora têm menos de 0,01% da empresa liderada por António Mexia.

O valor total da receita da Colocação atingiu aproximadamente 175,6 milhões de euros, correspondente a um preço de 3,6 euros por ação”, revela a empresa em comunicado à CMVM, onde acrescenta que a liquidação da operação “ocorrerá em 8 de novembro de 2019 mediante a entrega das Ações e o pagamento do preço à ORISE”.

A venda foi feita através de um processo de accelerated bookbuild dirigido exclusivamente a investidores institucionais qualificados, segundo anunciou a EDP em comunicado ao mercado. Ou seja, os pequenos investidores não puderam comprar estas ações.

Após a colocação deste bloco, a CNIC, através da Orise, mantém três milhões de ações da EDP, “sujeitas a um lock-up de 30 dias”. Isto representa aproximadamente 0,008% do capital da utility nacional. Só depois destes 30 dias é que os chineses poderão voltar a vender. A operação foi organizada pelo Société Générale.

A CNIC tem vindo a reduzir a sua posição na EDP. Chegou a ter cerca de 5% do capital da elétrica nacional. Há uma semana, o grupo chinês comunicou que a sua participação baixou para 1,8898%, isto na sequência da alienação de 4,7 milhões de ações.

A redução surge depois do falhanço da oferta pública de aquisição (OPA) da China Three Gorges, que detém 23,27% da EDP, lançada no ano passado. A oferta foi retirada já este ano depois das dificuldades regulatórias nos EUA e Europa.

A EDP registou lucros uma subida de 55% dos lucros para 460 milhões de euros entre janeiro e setembro.

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