Depois de OPA falhada, chineses reduzem posição na EDP

CNIC, que detinha 4,34% do capital da elétrica, vendeu parte das ações e passou a deter 1,9%. A participação é agregada à da China Three Gorges e ambas imputadas ao Estado chinês.

Os chineses da CNIC venderam parte das ações que detinham da EDP EDP 1,23% . Cinco meses após o fim da Oferta Pública de Aquisição (OPA) lançada pela China Three Gorges, a posição imputada ao Estado chinês ficou assim reduzida para 25,15%, dos anteriores 28,25%.

“No dia 30 de outubro de 2019, a CNIC Co., Ltd. comunicou à EDP, nos termos do artigo 20.º do Código dos Valores Mobiliários, que a sua participação na EDP baixou do patamar mínimo de 2% das participações qualificadas a 29 de outubro de 2019, para 1,8898% do capital social e direitos de voto da EDP”, anunciou a elétrica em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

A CNIC vendeu, no mercado, 4.761.435 ações da EDP na passada terça-feira. Nessa sessão cada título da empresa fechou a valer 3,592 euros. Esta quinta-feira, já depois de a empresa ter comunicado ao mercado que os lucros aumentaram 55% para 460 milhões de euros entre janeiro e setembro, as ações valorizam 0,5% para 3,64 euros.

Após a transação, a CNIC passou a deter apenas 69.100.627 ações, correspondentes a 1,8898% do capital e respetivos direitos de voto da EDP. Esta participação é, no entanto, agregada a outra, a da China Three Gorges, já que ambas empresas são detidas na totalidade pela República Popular da China.

A redução acontece depois de o acciosta maioritário ter falhado uma OPA, na qual tentava controlar a totalidade do capital da EDP. Na altura, o CEO António Mexia garantia que o fim da OPA não comprometia a relação entre a elétrica e o maior acionista. “Independentemente dos resultados, a parceria [com a CTG] tem toda a força. Estamos tranquilos sobre o futuro da companhia e sobre a parceria“, afirmou António Mexia, sublinhando que a decisão “não representa uma divisão” entre os acionistas.

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