Tribunal dos EUA rejeita taxa antidumping aplicada à Navigator. Ações sobem 2%

Tribunal norte-americano obrigou o governo a reavaliar uma taxa de imposto que aplica a produtos exportados pela Navigator. As ações da papeleira subiram mais de 2% em Lisboa.

O Tribunal do Comércio Internacional dos EUA obrigou as autoridades norte-americanas a reavaliarem a taxa de imposto aplicada a alguns produtos de papel exportados pela Navigator NVG 3,12% para aquele mercado, segundo avança a Bloomberg (acesso pago/conteúdo em inglês).

Os EUA mantêm uma taxa antidumping sobre importações portuguesas de papel não revestido, que é usado no papel de escritório e de impressão de livros, manuais, brochuras, entre outros.

Em agosto do ano passado, a Navigator foi informada pelo Departamento do Comércio dos EUA de que a taxa a aplicar retroativamente nas vendas de papel para o mercado americano, no período entre agosto de 2015 e fevereiro de 2017, seria de 37,34%. Mas este valor foi entretanto revisto para 1,75%.

Agora, segundo uma decisão daquele tribunal de 22 de novembro, o Governo americano terá de apresentar uma melhor justificação para a taxa aplicada à papeleira que vai ser liderada por António Redondo. Ou então terá de alterar o seu valor novamente. De acordo com a Bloomberg, o departamento do comércio tem até 20 de fevereiro para contrapor, sendo que a taxa final a aplicar às vendas da Navigator terá de ser aprovada pelo tribunal.

A questão da taxa antidumping não é nova. O processo teve início em 2015, quando foi determinada uma taxa de 29,53%. O valor tem vindo a sofrer várias alterações ao longo do tempo, com a Navigator a defender que não existem fundamentos para a aplicação de medidas desta natureza às vendas dos seus produtos nos EUA.

As ações da Navigator somaram 2,27% para 3,606 euros. Na passada sexta-feira, a empresa anunciou ao mercado um novo CEO e um dividendo extra de 13,94 cêntimos.

(Notícia atualizada às 17h03)

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