Navigator dispensa S&P e Moody’s após trocar obrigações por crédito bancário

Papeleira diz que não se justificava manter ratings das agências e os custos associados após reestruturar dívida através de reembolsos das obrigações e da contratação de financiamento bancário.

A Navigator NVG 3,12% decidiu dispensar as agências de notação de risco Standard & Poor’s e Moody’s por considerar que já não se justificava manter os ratings atribuídos pelas duas agências e os custos associados, isto depois da reestruturação da sua dívida financeira levada a cabo nos últimos anos.

Em causa está o facto de a papeleira liderada por João Castello Branco ter procedido, em 2015 e 2016, aos reembolsos das obrigações com vencimento em 2020 e que haviam sido colocadas no mercado. Em contrapartida, contratou novos financiamentos junto da banca nacional e internacional, “com significativa redução dos custos e extensão das maturidades”.

Ou seja, com esta reestruturação, a empresa do setor do papel trocou a dívida que tinha emitida no mercado, e que implica ter uma avaliação de risco de parte das agências de notação, por dívida contraída junto de instituições bancárias.

Por essa razão, a Navigator “decidiu que não se justificava manter a notação de rating atribuída pela agências Standard & Poors e Moody’s e os custos associados”, informou num comunicado partilhado esta segunda-feira na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Um rating é uma classificação de crédito que avalia o risco de incumprimento de emissões de dívida de uma empresa ou país. O rating é atribuído por agências de classificação de risco, como a Moody’s, a Standard & Poor’s, a Fitch ou a DBRS. Essa classificação é feita através de notações representadas por letras (AAA, BBB, CCC ou D) e sinais aritméticos (+ e -) de acordo com o nível de risco de cada país ou empresa.

É com base no rating que os investidores decidem o risco que estão disposto a aceitar para comprar títulos de dívida de uma empresa ou de um governo. Quanto maior for o risco associado, maior será a taxa de juro exigida pelos investidores.

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