Ursula von der Leyen: “Vamos criar benefícios em termos de financiamento verde”

  • ECO
  • 30 Novembro 2019

Em entrevista ao Público, Ursula von der Leyen falou na sua vontade de dirigir uma comissão geopolítica e o seu desejo de pôr a Europa a crescer com o combate às alterações climáticas.

Ursula von der Leyen assume este domingo oficialmente funções como presidente da Comissão Europeia. Em entrevista ao Público (acesso condicionado), a alemã falou na sua vontade de dirigir uma comissão geopolítica e o seu desejo de pôr a Europa a crescer com o combate às alterações climáticas.

O combate às alterações climáticas, visto como sendo o grande desígnio de Ursula von der Leyen nos comandos da Comissão Europeia ao desenvolvimento económico da Europa. Neste campo, esta mostra confiança no novo Pacto Verde Europeu (Green Deal, na designação em inglês) a apresentar em breve e onde assentará essa estratégia de crescimento. “Se o fizermos corretamente, vamos investir maciçamente em ciência, investigação, novas tecnologias… Para isso, vamos criar benefícios em termos de financiamento verde“, explica Ursula von der Leyen.

Já relativamente à possibilidade de, no âmbito das mudanças no Pacto de Estabilidade e Crescimento, os investimentos verdes poderem ser excluídos na avaliação do défice, a governante exclui-a completamente. “Não. Seria demasiado tentador usar o verde para limpar as contas”, assume, acrescentando que as medidas de promoção de forma consistente para cumprir as metas de redução de emissões de CO2 se podem enquadrar muito bem no Pacto de Estabilidade e Crescimento. “Há uma interdependência entre finanças públicas saudáveis e espaço para investimento”, frisa.

No que respeita ao tema dos cortes no orçamento e aos países, incluindo Portugal, que não aceitam contribuir com mais dinheiro, Ursula deixa uma mensagem. Reconhece que “o próximo orçamento tem de ter uma estrutura diferente porque o mundo mudou”. “Quando negociámos o último quadro, a Rússia ainda não tinha anexado a Crimeia; não conhecíamos a palavra Daesh; ainda só estávamos a começar a perceber o que a digitalização significava, e o tópico do ambiente e alterações climáticas não estava no topo da agenda”, começa por contextualizar, acrescentando ser do ” interesse comum que a União Europeia possa investir nos grandes tópicos porque isso vai beneficiar todos os Estados membros”.

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