Black Friday: Portugueses foram mais às lojas, compraram produtos de beleza e gastaram 80 euros

Dados publicados pela SIBS permitem traçar, em linhas gerais, um perfil da Black Friday em Portugal. Continua a ser mais nas lojas físicas, com destaque para os produtos de beleza.

O fenómeno da Black Friday em Portugal voltou a crescer, com mais lojas a apostarem nas campanhas de descontos no passado dia 29 de novembro e mais portugueses a aproveitarem a oportunidade de arrebatarem produtos a preços mais baixos.

Os dados revelados esta quarta-feira pela SIBS permitem traçar um perfil geral desta ocasião no país, que se assinalou no passado dia 29 de novembro: a esmagadora maioria das compras foi feita nas lojas, sobretudo em supermercados e hipermercados, com os perfumes e produtos de cosmética a destacarem-se. O valor médio gasto em cada prenda foi de 80,1 euros, considerando apenas as compras pagas com cartão.

A gestora da rede Multibanco, que é a maior processadora de pagamentos eletrónicos no país, elaborou uma infografia com várias informações e estatísticas acerca da Black Friday 2019, nomeadamente o peso do dia da campanha em relação ao resto do mês de novembro e a comparação com o fenómeno em 2018 e 2017.

Segundo a empresa, o valor das compras na Black Friday foi 1,9 vezes superior à média do resto do mês — isto é, considerando todos os dias do mês, exceto o do dia da promoção. Na “sexta-feira negra”, o pico de pagamentos processados pela SIBS aconteceu entre as 20h e as 21h e o instante com mais transações aconteceu às 8:24:41 da manhã.

A SIBS revelou esta quarta-feira uma série de dados sobre a Black Friday.SIBS Analytics

Compras online pesaram pouco mais de 10%

Como escreveu o ECO no dia da Black Friday, o fenómeno tem evoluído em Portugal a contraciclo com os EUA. Lá, os norte-americanos compram cada vez mais online. Cá, o fenómeno começou online e tem conquistado cada vez mais as lojas físicas.

Ora, os dados da SIBS mostram que, este ano, o peso do online aumentou, mas a esmagadora maioria das compras é feita nas lojas. Apenas 10,4% das compras foram feitas na internet, uma subida face aos 8,6% de 2018.

Mas existe um outro dado que prova o crescimento da Black Friday em Portugal. O milhão de compras foi superado às 11h27 (a promoção começou à meia noite). Em 2018, o milhão só foi alcançado às 12h09 e, um ano antes, essa fasquia foi ultrapassada às 12h52.

O que se comprou com desconto?

Na última Black Friday, quase 23% das compras foram feitas nos supermercados e hipermercados, sendo que o setor dos serviços de catering, restaurantes e outros estabelecimentos do género conquistou a segunda maior fatia, de mais de 17%. Moda e acessórios foi o terceiro setor com mais compras, na ordem dos 13,2% do total de compras na “sexta-feira negra”.

Analisando por tipo de produto adquirido na Black Friday face ao resto do mês de novembro, os dados mostram que as compras de perfumes e artigos de cosmética aumentaram 3,6 vezes na “sexta-feira negra”, comparativamente com a média de novembro excluindo Black Friday.

Seguiram-se produtos de moda e acessórios (3,5 vezes), jogos e brinquedos (3,2 vezes), tecnologia (3,1 vezes) e material desportivo e recreativo (2,6 vezes).

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Black Friday: Portugueses foram mais às lojas, compraram produtos de beleza e gastaram 80 euros

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião