Boris já tem plano para os primeiros 100 dias do novo governo. Baixa impostos, mas quer migrantes a pagar a saúde

Entre as medidas propostas pelo Partido Conservador está uma redução dos impostos sobre os britânicos e aumento para os migrantes na saúde.

A uma semana das eleições legislativas de 12 de dezembro no Reino Unido, o primeiro-ministro britânico mostra-se confiante quanto à vitória e, por isso, apresentou um plano para os seus primeiros 100 dias de governação. Entre elas está a baixa de impostos para os britânicos, mas uma sobrecarga para os migrantes, por exemplo no que toca ao sistema nacional de saúde.

A confiança de Boris Johnson, em larga medida sustentada em sondagens que lhe dão uma vantagem confortável sobre Jermy Corby, do partido trabalhista, fê-lo apresentar uma série de medidas, sendo que, algumas das quais são um protecionistas já que envolvem redução de impostos para os britânicos, mas . “A nossa prioridade é cortar os impostos para as pessoas que têm baixos rendimentos”, assume Sajid Javid, do partido Conservador, à Sky News (acesso livre, conteúdo em inglês).

Conheça algumas das propostas de Boris Johnson para os primeiros 100 dias de Governo:

  • Aumentar progressivamente o salário mínimo nacional;
  • Cortes nos impostos sobre o rendimento das famílias a partir de fevereiro;
  • Aumentar o financiamento para as escolas;
  • Garantir o financiamento de 33,9 biliões de libras (cerca de 39,94 mil milhões de euros) para o sistema nacional de saúde britânico até 2023;
  • Fazer os migrantes pagarem mais para terem acesso ao serviço nacional de saúde britânico;
  • Acabar com a libertação antecipada de criminosos violentos e abusadores sexuais;
  • Promover conversas entre partidos sobre assistência social;
  • Melhorar as comunicações telefónicas no interior do país.

Caso vençam as eleições, os conservadores comprometem-se ainda que entregar o texto final do Brexit até ao final de janeiro de 2020. “Se houver uma maioria dos conservadores na próxima semana, teremos o Brexit pronto até ao final de janeiro e, colocaremos para trás das costas todas as incertezas e argumentos face ao Brexit”, disse Boris Johnson, citado pela Sky News.

Trabalhistas criticam Boris. Querem medidas para sem-abrigo

O partido Trabalhista não vê com bons olhos as medidas apresentadas pelos Tories. “Os Conservadores tiveram 3.494 dias em funções e, durante esse período vimos a pobreza infantil aumentar, o número de sem-abrigo a crescer, o aumento da procura de bancos de alimentares, bem como, dos crimes violentos”, disse o deputado trabalhista, Andrew Gwynne.

Na perspetiva do parlamentar, “austeridade, privatização e mais impostos não é resposta”, apelidando o plano de “pura fantasia”. Nesse sentido, os labours preferem apostar noutras medidas, muito centradas no apoio aos sem-abrigo. Entre as quais:

  • Criar um fundo de 600 milhões de libras (cerca de 706,86 euros) para hostels e, por forma, a criar 5.000 camas adicionais;
  • Criar um fundo de 200 milhões de libras (235,62 euros) para hostels em lugares que alojem sem-abrigo;
  • Investir 100 milhões de libras por ano (117 euros) para um centro de acolhimento para o inverno
  • Criar mais 4.000 habitações de primeira habitação.

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