Eleições para a Ordem dos Advogados: contagem dos votos está correta

A auditoria confirma resultados da eleição da Ordem dos Advogados que decorreu nos dias 27, 28 e 29. Esta foi a primeira vez que este ato eleitoral decorreu por voto eletrónico.

A Comissão Eleitoral fez a recontagem dos votos expressos referentes ao ato eleitoral para os órgãos da Ordem dos Advogados e para os órgãos da Caixa de Previdência dos Advogados e Solicitadores (CPAS). E os resultados foram confirmados. Sendo assim, Guilherme Figueiredo e Luís Menezes Leitão serão os candidatos a bastonário que vão a votos na segunda volta.

Esta recontagem foi pedida pela candidata a Presidente do Conselho de Deontologia do Conselho Regional do Porto, Paula Alexandra Ferreira, “mas a impossibilidade de seccionar a votação eletrónica, que decorreu em simultâneo para os diversos órgãos nacionais e regionais da OA e da CPAS, determinou que essa recontagem incidisse sobre a totalidade dos votos”, segundo comunicado do Presidente da Comissão Eleitoral, Ricardo Brazetedo.

O representante da entidade que se encontra a assegurar a auditoria ao processo eleitoral – INESC-INOV, efectuou uma apresentação resumida do relatório de auditoria, já conhecido, referente ao incidente com a divulgação e publicação no dia 29 de Novembro de 2019 dos resultados eleitorais dos Conselhos de Deontologia da Ordem dos Advogados.

“Nessa sequência foram apresentados os resultados da recontagem dos votos expressos diretamente da plataforma eleitoral, confirmando a correcção dos resultados das eleições apresentados no passado dia 29 de novembro”, diz o mesmo comunicado.

Já no dia 3 de Dezembro, a Comissão Eleitoral teve acesso ao Relatório de auditoria do INOV/INESC referente ao incidente relacionado com a divulgação dos resultados dos Conselhos de Deontologia, “que confirmou que a geração dos relatórios em formato PDF foi realizada por um programa de computador independente da plataforma de votação eletrónica, que processa os ficheiros disponibilizados por essa plataforma, nos quais constam os votos e que se encontram digitalmente assinados com a chave criptográfica da Comissão Eleitoral (chave utilizada para abertura das urnas), e que produz os ficheiros em formato PDF com os resultados no layout da OA, sendo o problema circunscrito à geração dos ficheiros de apresentação dos resultados dos Conselhos de Deontologia, na aplicação do método d’Hondt”, segundo a mesma fonte.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Eleições para a Ordem dos Advogados: contagem dos votos está correta

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião