AG extraordinária da Pharol não teve quórum. Reunião foi adiada para 8 de janeiro

O objetivo era reduzir o número de administradores da Pharol e destituir, entre outros, Nelson Tanure. Mas Tanure já saiu e a reunião, esta quarta-feira, não teve quórum. Foi remarcada para janeiro.

A assembleia geral extraordinária da Pharol PHR 2,04% , para votar alterações ao número de membros do Conselho de Administração, foi adiada para 8 de janeiro de 2020. A reunião estava prevista para a manhã desta quarta-feira, mas não teve quórum, disse ao ECO fonte próxima da empresa.

Este encontro de acionistas foi proposto em novembro pela Real Vida Seguros, sociedade detida pela Patris de Gonçalo Pereira Coutinho, que entrou este ano para a lista dos acionistas qualificados da Pharol, com uma posição de 4,34%.

Um dos objetivos era o de reduzir os números máximo e mínimo de membros do board da cotada e destituir, entre outros, o administrador Nelson Tanure. Este, no entanto, apresentou a demissão no passado dia 10 de dezembro, admitindo deixar a empresa com “dezenas de milhões de euros” de prejuízos, disse o próprio ao ECO.

Num comunicado enviado à CMVM em novembro, a Real Vida Seguros explicou que “os números mínimo e máximo de membros do Conselho de Administração” da Pharol, respetivamente nove e onze, foram fixados “num momento em que se antevia um vasto escopo para a atividade da sociedade”. A seguradora considera, assim, que o número mínimo de administradores deve ser alterado para três e o máximo para sete, uma vez que, atualmente, a Pharol limita-se “à gestão da participação social” que tem na operadora Oi.

Se os acionistas aprovarem esta alteração nos estatutos, a Real Vida Seguros propõe também que seja votada a destituição de dois dos atuais administradores: Jorge das Neves e Aristóteles Drummond. Tanure também estava na lista, mas já não tem assento no Conselho de Administração da empresa liderada por Luís Palha da Silva.

Cotação das ações da Pharol em Lisboa

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

AG extraordinária da Pharol não teve quórum. Reunião foi adiada para 8 de janeiro

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião