Função Pública prepara greve para 31 de janeiro

  • ECO
  • 19 Dezembro 2019

A Fesap deverá juntar-se à Frente Comum na manifestação nacional já agendada para 31 de janeiro, estando a preparar-se para marcar uma greve para esse mesmo dia.

Depois de a Frente Comum (afeta à CGTP) ter anunciado esta quinta-feira que vai fazer uma manifestação nacional da Administração Pública a 31 de janeiro, a Fesap (afeta à UGT) prepara-se para anunciar uma greve nacional da Função Pública para o mesmo dia, avança o Expresso. E o STE (também afeto à UGT) estará a ponderar seguir o mesmo caminho.

“Vamos avançar com um pré-aviso de greve nacional para a Administração Pública [todos os setores] para, pelo menos, 31 de janeiro, mas está em cima da mesa poder ser mais dias”, revelou José Abraão, dirigente da Fesap ao semanário.

A escolha da data não terá sido por acaso. Surge “na sequência da carta que enviámos à Frente Comum e ao STE no sentido de adotarmos posições concertadas”, explicou José Abraão. A Fesap admite também a possibilidade de concentração ou manifestação, mas “vamos focar-nos na greve, para dar expressão ao protesto”, assumiu.

Quanto ao STE, Helena Rodrigues, presidente do sindicato, assumiu poder também poder juntar-se ao movimento previsto para 31 de janeiro. “Poderemos juntar-nos à greve e manifestação nacional. Vamos ainda ouvir as organizações sindicais que estão connosco, mas faz sentido convergência de posições“, disse ao Expresso.

Em causa estão os aumentos salariais anunciados pelo Governo para os trabalhadores da Função Pública, de 0,3% no próximo ano. O valor está em linha com a inflação atual, mas bem abaixo da prevista para 2020 (1%), ditando nova perda do poder de compra da qual os sindicatos já reclamaram.

“Ao avançar com uma proposta de 0,3% para os aumentos salariais para a Administração Pública, proposta esta à qual vão faltando os adjetivos qualificativos, o Executivo parece querer dizer ‘olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço’, dando um exemplo que é péssimo por si mesmo e que, por simpatia, acabará também por condicionar a negociação coletiva em todos os setores da economia nacional, com óbvios prejuízos para todos os trabalhadores”, diz a Fesap em comunicado divulgado esta quinta-feira.

A Fesap diz assim que se justifica “a união de todos os trabalhadores portugueses, e todas as formas de luta que venham a adotar, já em janeiro, antes da votação final global do Orçamento do Estado para 2020, agendada para 6 de fevereiro, tendo em vista, não apenas a defesa dos seus direitos mas também a defesa dos Estado Social e dos serviços públicos que todos desejamos ver melhorados”.

(Notícia atualizada)

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