3 desejos de Carmo Sousa Machado: “Unir os advogados e criar pontes com todo o setor da Justiça”

Carmo Sousa Machado, sócia da Abreu Advogados, partilhou com o ECO os seus desejos para 2020. A chairman confidenciou que as áreas de sustentabilidade e tecnologia serão uma aposta da sociedade.

A sócia e chairman da sociedade Abreu Advogados, Carmo Sousa Machado, partilhou com o ECO os seus desejos para o ano de 2020. A encerrar um ano profissional em que tomou posse como chair da Multinational Association of Independent Law Firms (Multilaw), a advogada deseja que o ano de 2020 seja capaz de “unir os advogados e criar pontes com todo o setor da Justiça”.

Após a vitória de Luís Menezes Leitão nas eleições da Ordem dos Advogados para o triénio 2020-2022, Carmo Sousa Machado, que integra a equipa do novo bastonário, quer que todos se sintam representados pela Ordem e que aproveitem o desenvolvimento tecnológico, desde o “advogado em prática individual” às “grandes sociedades de advogados”.

A sócia da Abreu Advogados revelou ainda, em resposta ao desafio lançado pelo ECO, que a estratégia da sociedade para 2020 passa pela aposta em duas novas áreas: sustentabilidade e tecnologia. “Estamos confiantes que em 2020 poderemos continuar a “colher” frutos de uma estratégia que está focada em, de forma continua e sustentada, potenciar os nossos serviços”, nota.

Com o ano de 2019 na reta final, conheça os desejos de Carmo Sousa Machado, para o país, para o setor da advocacia e para a Abreu Advogados, sociedade em integra desde 1996.

Um desejo para o país

Que o Governo seja capaz de assegurar um efetivo de crescimento económico e estabilidade só assim permitindo que as empresas cresçam e que possamos atrair talento e investidores estrangeiros.

Que Portugal possa ser um exemplo pioneiro para a sustentabilidade. No ano em que Lisboa é a Capital Verde da Europa, e em que a presidente da Comissão Europeia (Ursula von der Leyen) apresentou medidas ambiciosas no “Green Deal”, gostaria que pudéssemos aplicar medidas bem pensadas e não populistas que gerem resultados com impacto. Lidar com as alterações climáticas é premente e precisamos de coragem.

Um desejo para o seu setor

Que o novo Bastonário da Ordem dos Advogados e a sua equipa, que integro, seja capaz de unir os advogados e criar pontes com todo o setor da Justiça. Do advogado em prática individual, ao advogado de empresa e às grandes sociedades de advogados, gostava que todos nos sentíssemos representados.

Vivemos tempos muito desafiantes com uma alucinante evolução tecnológica que implica também desafios éticos à nossa atividade. Desejo que os advogados sejam capazes de aproveitar o que de bom a tecnologia tem e de compreender e antecipar os desafios, para que possamos conduzir os nossos clientes pela inovação, zelando pela sua segurança, interesses e sustentabilidade.

Um desejo para a sua empresa

Que o ano de 2020 seja tão bom ou melhor do que o de 2019. Foi um ano de crescimento e afirmação da nossa marca, com a apresentação do rebranding e o reforço significativo de algumas das nossas áreas de prática e setores.

Para 2020 temos duas áreas incontornáveis da nossa estratégia: sustentabilidade e tecnologia. Este ano tomámos decisões importantes para que toda a nossa atividade integre a inovação nestas duas áreas e estamos confiantes que em 2020 poderemos continuar a “colher” frutos de uma estratégia que está focada em, de forma continua e sustentada, potenciar os nossos serviços, tendo as competências, a capacidade de antecipação e a relação com os stakeholders como fatores indubitáveis da nossa marca.

3 desejos para 2020 é uma série de artigos a antecipar o que vai acontecer no próximo ano, nos mais variados domínios. Desafiámos políticos, empresários, gestores, advogados, reguladores, sindicatos e patrões a revelarem três desejos para o próximo ano: 1) Um desejo para o país, 2) Um desejo para o seu setor e, finalmente, 3) Um desejo para a empresa/entidade que gerem. Todos os dias, até ao final do ano, não faltarão desejos aqui no ECO.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

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