“Meo será líder em todos os segmentos”

  • ECO
  • 22 Dezembro 2019

Alexandre Fonseca, presidente executivo da Altice Portugal, revela na primeira pessoa os seus desejos para 2020, do país ao setor, passando pelo futuro da própria empresa.

O presidente executivo da Altice Portugal já delineou as metas para o próximo ano: lançar o 5G em Portugal, superar a concorrência e integrar novos produtos e serviços no portefólio da empresa, assume Alexandre Fonseca, em resposta a um desafio colocado pelo ECO.

Com o ano de 2019 na reta final, conheça os desejos do gestor para o país, para o setor das telecomunicações e para a sua própria empresa, contados na primeira pessoa pelo homem que lidera a dona da operadora Meo em Portugal.

Um desejo para o país

Mais do que um desejo, tenho uma ambição muito clara para o país que passa pelo progresso de Portugal através do acesso de todos os portugueses a tecnologia de última geração, o 5G, e pelo investimento em literacia digital. Não basta possibilitar o acesso a melhores redes e a tecnologia de ponta, é preciso garantir formação para que todos os portugueses, crianças, jovens, adultos em idade ativa e seniores consigam tirar partido dessa mesma tecnologia, para que ninguém fique de fora.

O futuro é indubitavelmente digital e, por isso mesmo, a literacia dos portugueses no que diz respeito às novas tecnologias deve fazer parte das prioridades de qualquer Governo, das instituições e da sociedade civil. Por isso mesmo, a Altice Portugal, além de cobrir o país com fibra ótica garantindo acesso, tem já projetos concretos que contribuem de forma clara e inequívoca para essa mesma literacia digital. Posso dar como exemplo o projeto de desmaterialização do processo letivo, através de tablets com conteúdos escolares entregues às escolas, ou o tour da Fundação Altice que percorre o país com demonstração de soluções tecnológicas para todas as idades.

Não podemos permitir que se repita na digitalização, o analfabetismo que Portugal viveu no passado com consequências ainda no presente. Podemos e devemos ambicionar mais, podemos e devemos estar mais bem preparados, podemos e devemos ser progresso.

Um desejo para o seu setor

Espero que 2020 traga ao setor das telecomunicações previsibilidade, sobretudo regulatória. O setor das telecomunicações é essencial para o crescimento, desenvolvimento e progresso do país e as redes e as comunicações são hoje equiparadas, pelos cidadãos, a bens de primeira necessidade. No entanto, este setor tem vindo a estar debaixo de fogo por parte do próprio regulador (Anacom) que não só nada tem feito para defender o setor como ainda tem vindo a impor decisões unilaterais que estrangulam os operadores.

Por outro lado, o mesmo regulador falha em temas da maior importância para Portugal, como na estratégia e no calendário para o 5G, tema que vai dominar o ano de 2020, já em implementação em muitos países europeus e ainda sem um rumo concreto no nosso país. Enquanto presidente executivo da Altice Portugal tenho vindo a alertar para o atraso irrecuperável que já levamos na implementação do 5G e que compromete a competitividade de Portugal, sobretudo face aos seus congéneres europeus.

Um desejo para a sua empresa

2020 vai ser o ano da liderança total na Altice Portugal. O Meo será líder em todos os segmentos, destronando o incumbente de TV e consolidando a sua posição como primeira escolha e marca de confiança dos portugueses.

Por outro lado, vamos manter a nossa estratégia de proximidade ao território e ao país, de intervenção social, promovendo a igualdade de acesso e de oportunidades, assim como proximidade interna aos nossos colaboradores e equipas, na construção da Família Altice.

Assim, o meu desejo para 2020 é continuar a percorrer este caminho externo e interno, que se tem revelado de sucesso, continuar a merecer a confiança dos nossos colaboradores e dos portugueses, a desenvolver novos produtos e serviços, inovando em todos os campos de atividade e conquistando cada vez mais pessoas.

3 desejos para 2020 é uma série de artigos a antecipar o que vai acontecer no próximo ano, nos mais variados domínios. Desafiámos políticos, empresários, gestores, advogados, reguladores, sindicatos e patrões a revelarem três desejos para o próximo ano: 1) Um desejo para o país, 2) Um desejo para o seu setor e, finalmente, 3) Um desejo para a empresa/entidade que gerem. Todos os dias, até ao final do ano, não faltarão desejos aqui no ECO.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

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No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

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