Alexandre Fonseca: “Altice não abdica do controlo da fibra ótica”

A Altice vendeu 49,99% da rede de fibra ótica, e Alexandre Fonseca garante que a companhia vai continuar a controlar esta infraestrutura.

A Altice fechou o acordo de venda da fibra ótica à Morgan Stanley Infraestructures Partners, um processo que decorria há meses e com vários concorrentes, mas Alexandre Fonseca garante, num email enviado esta manhã de sexta-feira aos trabalhadores, a que o ECO teve acesso, que a “Altice Portugal não abdica do controlo do negócio desta infraestrutura e da sua posição dominante (mais de 50%)”.

A Altice vendeu à Morgan StanleyPInfrastructure Partners 49,99% da rede de fibra ótica que tem em território nacional, num negócio que avalia agora a rede em 4,63 mil milhões de euros. Com esta transação, que deverá estar concluída no primeiro semestre do próximo ano, a Altice espera umencaixe de 1.565 milhões de euros em 2020. Para além dos 1.565 milhões em 2020, a Altice receberá mais 375 milhões de euros em dezembro de 2021 e outros 375 milhões em dezembro de 2026, lê-se no comunicado.

No email aos trabalhadores, o presidente executivo da Altice explica esta opção. “Ao longo dos últimos meses, múltiplos operadores manifestaram interesse em utilizar as nossas infraestruturas em Portugal, num fulcral e positivo sinal quanto à importância e atratividade do mercado nacional. O interesse manifestado pela fibra ótica da Altice Portugal veio refletir o reconhecimento da estratégia do Grupo, o valor intrínseco e o prestígio do património e dos investimentos que a empresa tem realizado no País”.

Alexandre Fonseca sublinha que a Altice vai manter o controlo desta infraestrutura. “A infraestruturação do país em fibra ótica é um dos nossos eixos estratégicos para Portugal pelo que manteremos a nossa posição, de forma continuada, de sermos os maiores investidores em Portugal e o objetivo de alcançar as 5,3 Milhões de casas com fibra ótica, que vão tornar Portugal o primeiro país da Europa com cobertura praticamente integral de fibra ótica”.

Este e o maior negócio da Altice em Portugal desde que comprou a PT. “Este é um marco que vem demonstrar o potencial do País, assim como o compromisso e a capacidade da Altice em atrair investimento internacional, fundamental para a nossa liderança económica-financeira e tecnológica e também para a de Portugal”.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Alexandre Fonseca: “Altice não abdica do controlo da fibra ótica”

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião