Central eólica offshore Windfloat Atlantic da EDP já escoa eletricidade para a rede

A rede nacional já está a receber desde 31 de janeiro a eletricidade gerada em mar alto na central eólica offshore Windfloat Atlantic. Projeto da EDP só ficará concluído nos próximos meses.

Tal como a EDP e a REN garantiram repetidamente ao longo do ano passado, a ligação da primeira central eólica offshore flutuante instalada no mar português — a Windfloat Atlantic — à rede elétrica nacional ficou oficialmente concluída ainda antes de 2019 terminar, no dia 31 de dezembro, anunciou esta quinta-feira a EDP em comunicado.

Ancorada desde julho na sua morada final, a cerca de 20 quilómetros da costa de Viana do Castelo, a primeira turbina assente numa plataforma flutuante (de um total de três) foi agora finalmente ligada com sucesso ao cabo marítimo que permite escoar a eletricidade produzida pela turbina eólica em alto mar para a rede elétrica nacional, e cuja construção a REN adjudicou por 47 milhões de euros aos chineses do grupo Hengtong.

De acordo com a EDP, a ligação “permitirá abastecer a rede elétrica portuguesa com a energia produzida pela turbina eólica de 8,4 MW, a maior alguma vez instalada numa plataforma flutuante a nível mundial“. Em terra, a eletricidade vinda do mar chega agora a um novo posto de corte de alta tensão construído na praia Norte, acima da foz do rio Lima.

“A primeira das três plataformas do projeto WindFloat Atlantic foi conectada com sucesso no dia 31 de dezembro, após a instalação do cabo que percorre os 20 quilómetros de distância entre o parque eólico e a estação instalada em Viana do Castelo. O parque irá atingir a capacidade de 25 MW com a instalação das outras duas unidades do projeto do consórcio Windplus”, disse a EDP em comunicado, acrescentando ainda que “o arranque deste parque eólico possibilita aceder a áreas marítimas sem precedentes e representa um avanço tecnológico significativo em termos de descarbonização da economia portuguesa. As plataformas do WindFloat Atlantic estão ancoradas com correntes no fundo do mar a mais de 100 metros de profundidade. Além disso, são desenvolvidas para que possam ser movimentadas por rebocadores comuns, ao contrário das instalações fixas que, por serem mais profundas, requerem embarcações mais caras para o transporte”.

Nos últimos dias, salienta ainda a EDP que lidera o consórcio Windplus, o projeto deu também mais um passo decisivo com a chegada da segunda das três plataformas ao largo da costa de Viana de Castelo. Na reta final do ano, as condições meteorológicas adversas no oceano Atlântico contribuíram para atrasar ainda mais o projeto já que, no início de dezembro, o cabo marítimo de alta tensão, da responsabilidade da REN, já estava colocado e estabilizado no fundo do oceano, e a EDP dava conta da possibilidade da ligação do mesmo à primeira turbina eólica num curto espaço de tempo (poucos dias). No entanto, essa mesma ligação acabou por demorar cerca de um mês a ficar concluída, mesmo a tempo de cumprir os prazos assumidos no contrato: final de 2019.

Apesar de ligado à rede e, portanto, operacional, o projeto Windfloat Atlantic não está ainda concluído, faltando rebocar do porto de Ferrol, na Galiza, para o mar de Viana do Castelo, a terceira e última turbina eólica flutuante, e ainda ligar à rede as duas turbinas que completam o parque eólico offshore português. Prevê a EDP que o projeto estará totalmente concluído nos primeiros meses de 2020.

“Quando estiver 100% operacional, o parque eólico, com seus 25 MW de capacidade instalada, será capaz de gerar energia suficiente para fornecer o equivalente a 60 mil habitantes por ano. A estrutura da plataforma — com uma altura de 30 metros e uma distância de 50 metros entre cada coluna — permite abrigar as maiores turbinas eólicas do mundo instaladas numa superfície flutuante, de 8,4 MW cada. Este sistema contribui para aumentar a geração de energia e promove uma considerável redução nos custos associados ao ciclo de vida.

Tendo em conta o impacto que o investimento feito no parque eólico flutuante ao largo de Viana do Castelo terá sobre o tarifário da eletricidade, o Governo autorizou já o Fundo Ambiental a transferir para o Sistema Elétrico Nacional “até 10 milhões de euros”.

O projeto Windfloat Atlantic é liderado pelo consórcio Windplus, constituído pela EDP Renováveis (54,4%), Engie (25%), Repsol (19,4%) e Principle Power Inc. (1,2%).

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