Maioria dos portugueses desconhece direitos nos transportes públicos e não reclama

  • Lusa
  • 13 Janeiro 2020

Segundo o Eurobarómetro, 78% dos portugueses inquiridos diz não ter conhecimento das medidas implementadas, ao nível da UE, relativamente aos direitos dos passageiros e apenas 23% apresentaram queixa.

A maioria dos portugueses (78%) inquiridos num estudo europeu afirmou desconhecer os seus direitos enquanto passageiros de transportes públicos, e 72% indicou nunca ter apresentado uma reclamação oficial após problemas nas viagens.

Num eurobarómetro divulgado esta segunda-feira, 78% dos 1.004 portugueses inquiridos (em entrevistas que decorreram entre 20 de fevereiro e 3 de março do ano passado) indicaram não ter conhecimento das medidas implementadas, ao nível da União Europeia (UE), relativas aos direitos dos passageiros de transportes aéreos, ferroviários, rodoviários (autocarros) ou marítimos (ferry).

Este desconhecimento é maior em Portugal do que no resto da UE (ao todo, foram entrevistados 27.973 europeus), já que a percentagem comunitária é inferior, de 66%.

Questionados se alguma vez apresentaram reclamações oficiais em casos de perturbações nestas viagens, 72% dos inquiridos portugueses afirmou que nunca o fez, a mesma percentagem verificada em toda a UE.

Já os 23% dos inquiridos portugueses que apresentaram queixas (os outros não responderam), indicaram ter reclamado junto da empresa de transportes em causa ou de uma autoridade nacional relevante.

As maiores perturbações identificadas por estes passageiros nacionais foram atrasos, cancelamentos ou bagagens perdidas ou danificadas.

Relativamente aos meios de transporte mais usados, os inquiridos portugueses indicaram ter utilizado mais transportes locais, mas também comboio, avião e autocarro para distâncias maiores, sendo que nem todos os entrevistados nacionais o tinham feito nos 12 meses anteriores ao inquérito.

A Comissão Europeia já propôs modernizar os direitos dos passageiros dos transportes aéreos e ferroviários, aguardando-se uma discussão entre o Conselho e o Parlamento Europeu para estas novas regras, que visam mais clareza e maior sensibilização, avançarem.

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