Montijo: “Temos de parar com este desporto nacional de boicotar o novo aeroporto”, diz ministro

O ministro das Infraestruturas e da Habitação defendeu o avanço da expansão do aeroporto de Lisboa, sublinhando que "não há tempo para continuar a estudar novas localizações".

O ministro das Infraestruturas e da Habitação defendeu o avanço das obras de expansão do aeroporto de Lisboa, afirmando que esse atraso está a fazer o Estado “perder centenas de milhões de euros todos os dias”. Pedro Nuno Santos falou ainda no novo aeroporto do Montijo, que “está preso ao Estudo de Impacte Ambiental”, referindo que “o país precisa urgentemente” dessa infraestrutura.

“A expansão do aeroporto de Lisboa é determinante e crítica para que possamos viver melhor. Estamos a perder centenas de milhões de euros todos os dias porque o aeroporto de Lisboa não consegue receber mais voos“, começou por dizer o ministro esta segunda-feira, durante uma audição no Parlamento no âmbito do Orçamento do Estado para 2020.

Referindo-se à construção do novo aeroporto, Pedro Nuno Santos diz que este “está preso apenas ao Estudo de Impacte Ambiental” e que “era importante perceber que o país derrota-se a si próprio” de cada vez que há “vontade em boicotar [este projeto] de diversas formas”.

Pedro Nuno Santos sublinhou que “não temos o direito de continuar a adiar o desenvolvimento do país”, porque “todos os investimentos em infraestruturas têm impacto ambiental”.

Montijo é “a melhor opção”. Beja e Alverca “não são alternativas”

Para o ministro das Infraestruturas e da Habitação, que diz confiar na Agência Portuguesa do Ambiente (APA), o Montijo “é a melhor opção” e não há tempo para estudar outros possíveis locais. “Não temos tempo e o direito de continuar a estudar localizações — já lá vão 17 nos últimos 50 anos — e estamos mais do que convencidos que esta é a melhor opção”, afirmou.

Nas palavras de Pedro Nuno Santos, a construção de um novo aeroporto em Alverca “está estudada” e, caso acontecesse, “só poderia ser uma única pista porque não podemos usar as duas ao mesmo tempo”. Beja também não é opção porque “mesmo com alta velocidade, fica longe de Lisboa, não é competitivo”. “Beja e Alverca não são alternativas, estão mais do que estudadas. Temos de parar com este desporto nacional de boicotar o novo aeroporto. Não queremos que o país perca mais tempo, receitas e turistas”, afirmou.

Para o ministro das Infraestruturas, “ninguém anda aqui a certificar aeroportos que não oferecem condições de segurança”.

(Notícia atualizada às 18h41 com mais informação)

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