Merlin acelera na primeira sessão na bolsa de Lisboa. Ganha mais de 5%

Títulos da sociedade de investimento imobiliário espanhola aceleram até aos 13 euros no mercado de capitais português.

A Merlin Properties está a valorizar na primeira sessão na bolsa nacional. Partindo de um valor de referência de 12,41 euros, que lhe confere uma capitalização bolsista superior a cotadas como o BCP, os títulos da sociedade de investimento imobiliário espanhola aceleram até aos 12,60 euros no mercado de capitais português.

Com o ticker MRL, as 469.770.750 ações da Merlin negociam na bolsa portuguesa a cotar nos 13 euros, valor que representa uma valorização de 5,09%. Em sentido contrário, na bolsa espanhola, as ações cedem 0,6% nos 12,30 euros.

A Merlin chega à praça nacional após uma operação de dual listing, ou seja, as ações que vão negociar em Lisboa são as mesmas que negoceiam nos quatro índices espanhóis.

A entrada na bolsa portuguesa traz de volta a presença espanhola ao mercado de capitais nacional, que foi comum no início do século, sendo que o banco Santander foi o último resistente, mas acabou por deixar a bolsa portuguesa em 2017.

Além do regresso dos espanhóis, a operação também representa a estreia das sociedades de investimento e gestão imobiliária na bolsa de Lisboa. O regime das SIGI já existe em Portugal, mas a Merlin — que tem a categoria equivalente em Espanha, ou seja, de SOCIMI — prefere deixar para depois pedir o estatuto em Portugal por considerar que a regulação ainda não está suficientemente madura.

Por lei, as SOCIMI têm de distribuir pelo menos 50% dos lucros de transação de imóveis e ganhos dos ativos, bem como reinvestir o restante nos três anos seguintes. Têm de dar 100% dos lucros com dividendos de subsidiárias e, pelo menos 80%, dos restantes ganhos.

Os acionistas já receberam um dividendo intercalar de 0,20 euros referente aos resultados de 2019, mas os novos acionistas portugueses terão ainda acesso ao dividendo final e à distribuição de ganhos, cuja proposta é de um total de 32 cêntimos. A remuneração deverá assim aumentar novamente, apesar de ser esperada uma quebra dos lucros, que Ismael Clemente atribui à forte valorização que os ativos tiveram em anos anteriores e que começa a desacelerar.

(Notícia atualizada às 10h20 com mais informação)

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