Moody’s não mexe no rating de Portugal. Nova avaliação daqui a seis meses

A notação atribuída pela Moody's à dívida pública portuguesa vai manter-se em "Baa3", com perspetiva positiva. A agência optou por não se pronunciar sobre o rating português.

A Moody’s tinha marcado para esta sexta-feira uma avaliação à notação atribuída à dívida pública portuguesa. No entanto, a agência optou por não o fazer, mantendo Portugal no patamar “Baa3”, com perspetiva positiva, um nível acima do “lixo”. Só daqui a seis meses, a 17 de julho, é que está marcada uma nova avaliação da Moody’s ao país.

No calendário das avaliações ao rating português, a Moody’s tinha apontado para uma avaliação a 17 de janeiro, esta sexta-feira. Sem hora marcada, como é habitual, o dia passou sem notícia de revisões à notação atribuída à dívida soberana portuguesa e, ao final da noite, a agência confirmou que não mexe no rating. Ou seja, a Moody’s continua, desta forma, a ser a mais pessimista das quatro principais agências no que respeita à economia nacional.

Tanto a Fitch como a Standard & Poor’s já colocam a dívida da República dois notch acima do “lixo”, atribuindo a notação “BBB”, com outlook positivo. A próxima avaliação é a da Standard and Poor’s, a 13 de maro, seguida da avaliação da DBRS, marcada para dia 20 desse mês. Em maio, a Fitch deverá a primeira avaliação, no dia 22.

Como já aqui explicou o ECO, apesar de ter agendado a revisão, a Moody’s tem sempre a opção de não se pronunciar. Isto acontece porque, apesar de serem obrigadas pela regulação a apresentar um calendário, as agências não têm de divulgar relatórios pelo que as datas são apenas indicativas.

Há um mês, Sarah Carlson, vice-presidente da Moody’s e analista principal da dívida soberana portuguesa, disse ao ECO que a agência espera “que a dívida pública continue a cair ao longo dos próximos anos”. Com o Governo a prever um excedente para 2020, a Moody’s faz, assim, um compasso de espera para ver o que sai das negociações do Orçamento do Estado (OE) para 2020 na especialidade.

Na proposta do Governo, está estimado para 2020 um excedente orçamental de 0,2%, o primeiro em democracia, apesar de não estar afastada a hipótese de ter fechado 2019 já com um saldo orçamental positivo.

Com a previsão de crescimento económico de 1,9% para este ano, o Executivo espera um rácio da dívida de 116,2% do PIB. A expectativa é de queda contínua, para 112,1% em 2021, 108,2% em 2022 e 104,9% em 2023. No último ano da legislatura, em 2024, deverá ficar pela primeira vez abaixo de 100%.

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