Salários de 685 euros engordam quase 30 euros com novas tabelas de IRS. Veja as simulações

De acordo com as simulações do Ministério de Mário Centeno, quem ganha 685 euros (e não tem dependentes) vai ver o salário subir quase 30 euros, à boleia das novas taxas de retenção.

O Ministério das Finanças publicou, esta terça-feira, em Diário da República as novas tabelas de retenção na fonte de IRS. De acordo com as simulações divulgadas, esta manhã, pelo Governo, os salários de 685 euros, por exemplo, vão beneficiar de um acréscimo de quase 30 euros, este ano, face à redução da taxa a aplicar a este escalão de rendimentos: de 4,4% em 2019 para 0,1% em 2020.

“Estas tabelas agora aprovadas refletem, para além da sua adequação à taxa de inflação e a atualização automática do valor do mínimo de existência, o progressivo esforço de ajustamento entre as retenções na fonte e o valor de imposto a pagar decorrente das alterações aprovadas em matéria de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares”, explica o gabinete de Mário Centeno, em comunicado.

Na mesma nota, o Executivo adianta algumas simulações que espelham o acréscimo de rendimento que será sentido pelos trabalhadores dependentes e pelos pensionistas, este ano, face à atualização das taxas de retenção.

Por exemplo, no caso de um contribuinte solteiro e sem dependentes que ganhe 685 euros mensais, a taxa de retenção a aplicar a esse rendimento passará de 4,4% para 0,1%, resultando num acréscimo de 29,46 euros por mês e 412,37 euros ao fim de um ano.

Já no caso de um contribuinte solteiro e com um dependente que ganhe 1.100 euros mensais, o acréscimo é menos significativo: 1,10 euros por mês e 15,40 euros ao fim de um ano. Isto porque, neste exemplo, a variação da taxa é de apenas 0,1 pontos percentuais de 11,1% para 11%.

O mesmo se verifica no caso de um contribuinte solteiro, com dois dependentes e que ganhe 1.750 euros mensais. Nesta situação, a taxa também sofre, em 2020, uma variação de apenas 0,1 pontos percentuais (de 17,9% para 17,8%), equivalendo a uma acréscimo remuneratório de 1,75 euros por mês e 24,5 euros ao fim de um ano.

Para os contribuintes casados (único titular), sem dependentes e com salários de 700 euros mensais, o acréscimo é ainda mais reduzido: somente mais 0,70 euros por mês e 9,80 euros ao fim de um ano. Neste escalão de rendimentos, a taxa a aplicar baixa também 0,1 pontos percentuais, de 2,5% para 2,4%.

Maior variação é registada para os rendimentos até 1.225 euros mensais para os contribuintes casados (único titular), mas com um dependente. A taxa, neste caso, diminui de 9,2% em 2019 para 7% em 2020, o que significará um reforço salarial de 26,96 euros, todos os meses, e de 377,30 euros, ao fim de um ano.

Para um contribuinte casado (único titular), com dois dependentes e rendimentos de 1.400 mensais, o acréscimo é de 16,80 por mês e de 235 euros ao fim de um ano, variando a taxa de retenção 1,2 pontos percentuais.

Já no caso dos contribuintes casados (dois titulares), o maior acréscimo é sentido, segundo as simulações do Ministério das Finanças, para os trabalhadores com dois titulares e 3.100 euros de rendimento mensal. Nesse caso, a taxa recua 2,5 pontos percentuais, o que se traduz num acréscimo salarial de 77,5 euros por mês e 1.085 euros ao fim de um ano.

(Notícia atualizada às 9h45).

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