Metade do Hyatt Regency Lisbon está vendido. Estrangeiros investiram 35 milhões

A unidade hoteleira trazida pela cadeia Hyatt para Lisboa inclui apartamentos de luxo que serão explorados para turismo. Metade estão vendidos, num total de 50 milhões de euros.

Os norte-americanos da Hyatt estão a construir em Belém o Hyatt Regency Lisbon, um hotel de cinco estrelas, mas num conceito diferente. Será composto por apartamentos, que poderão ser comprados por investidores e explorados turisticamente pela cadeia hoteleira. Em troca, os proprietários têm garantida uma taxa de rentabilidade.

Em Belém, ao lado do Centro de Congressos de Lisboa (antiga FIL) e da Cordoaria Nacional, estão a nascer 200 apartamentos de luxo, resultado de uma parceria entre a cadeia norte-americana Hyatt, a Fibeira e a Realtejo, subsidiária da United Investments Portugal (UIP), dona do Pine Cliffs em Albufeira e do Sheraton Cascais. O investimento? 70 milhões de euros.

Hyatt Regency LisbonD.R.

É considerado um hotel de cinco estrelas, mas num conceito diferente do tradicional. Ou seja, os apartamentos funcionam numa ótica de investimento, não de habitação própria. Na prática, serão explorados pela cadeia hoteleira por um prazo de dez anos, que garantirá aos proprietários um retorno mínimo de 3% ao ano, independentemente da taxa de ocupação. Findo esse período, o retorno recebido pela exploração turística continuará, mas apenas corresponderá ao tempo real de ocupação.

Esta modalidade “combina o investimento imobiliário, um ativo tangível, com o investimento financeiro, livre de preocupações, uma vez que a gestão fica a cargo da UIP”, explica ao ECO Daniel Correia, diretor de real estate da UIP. Os proprietários podem ocupar os apartamentos (de forma gratuita) até quatro semanas por ano, com limitação de uma semana na época alta (julho e agosto).

Vendas já somam 50 milhões. Médio Oriente e Ásia lideram

Dos 200 apartamentos que compõem o Hyatt Regency Lisbon, 30% já estão vendidos e 20% reservados, adiantou ao ECO o responsável da UIP. Em números, isto traduz-se num total de cerca de 50 milhões de euros em vendas, dos quais 35 milhões (65%) vieram de investidores internacionais, especialmente oriundos do Médio Oriente, Ásia e América do Sul, nomeadamente brasileiros, chineses, turcos e iranianos.

Em termos de preços, os apartamentos do Hyatt estão quase todos na casa dos milhões. Os T1 arrancam nos 685 mil e vão até aos 920 mil euros, enquanto os T2 começam nos 890 mil e vão até 1,15 milhões de euros. Os T3 são os mais caros, estando a ser vendidos por um valor de 2,5 milhões de euros.

Estes valores são apelativos para os estrangeiros que pretendam ter residência em território nacional através dos vistos gold, visto que está previsto um valor mínimo de investimento de 500.000 euros, e a própria Hyatt refere isso no site.

O projeto deverá estar concluído no final deste ano e a abertura deverá acontecer no primeiro semestre de 2021.

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