Mourinho Félix garante que emissão de green bonds continua nos planos do Governo

Secretário de Estado Adjunto e do Tesouro Ricardo Mourinho Félix explicou que a dívida verde está a demorar devido às dificuldades procedimentais.

O Governo ainda não desistiu do plano de emitir dívida verde. A garantia foi dada pelo secretário de Estado Adjunto e do Tesouro Ricardo Mourinho, que apontou para as diferenças de procedimento que estão a atrasar o processo, no discurso de encerramento da conferência anual da Euronext Lisbon, a Via Bolsa.

“É também um objetivo do Governo avançar neste sentido. A emissão de green bonds está no programa do Governo, mas há trabalho a fazer porque a estrutura destas emissões é muito diferente“, afirmou Mourinho Félix, ao referir-se ao segmento de dívida verde.

Green bonds ou obrigações verdes são títulos de dívida especificamente emitidos para financiar projetos relacionados com clima ou ambiente. Mourinho Félix lembrou que este mercado tem vindo a aumentar de forma exponencial nos últimos anos e atingiu, em 2019, o valor recorde de 254,9 mil milhões de dólares. O montante representa um crescimento de 49% em relação ao ano anterior.

Há mais de dois anos que o ministro das Finanças Mário Centeno disse que Portugal está a olhar “com atenção” para o mercado de green bonds. No ano passado, o Governo assinou uma carta de compromissos sobre sustentabilidade com a bolsa de Lisboa, que relançou o tema. No entanto, o país ainda não avançou com nenhuma colocação.

O assunto voltou agora a estar em cima da mesa na conferência organizada pela bolsa de Lisboa, na qual o ECO é media partner e que teve como tema as finanças sustentáveis.

O país poderá estar assim a preparar-se para retomar esta ideia, até porque o país precisa de “mil milhares de milhões de euros” até 2050 em investimento público e privado para ser neutro em carbono. “A maior dos investimentos será feito em infraestruturas, tecnologia e edifícios eficientes”, explicou o secretário de Estado.

“Só investindo nos sonhos é que conseguimos torná-los realidade e as finanças sustentáveis já não são um sonho. As finanças sustentáveis já estão hoje a mudar dos mercados de capitais, mas também as prioridades políticas”, afirmou Mourinho Félix.

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