Mário Centeno “perde” presidente do Grupo de Trabalho do Eurogrupo

  • Lusa
  • 29 Janeiro 2020

O presidente do Grupo de Trabalho do Eurogrupo, Hans Vijlbrief, responsável pela preparação das reuniões do fórum informal de ministros das Finanças da zona euro, resignou ao cargo.

O presidente do Grupo de Trabalho do Eurogrupo, Hans Vijlbrief, responsável pela preparação das reuniões do fórum informal de ministros das Finanças da zona euro, resignou ao cargo, para o qual tinha sido reconduzido em dezembro, anunciou Mário Centeno.

Hans Vijlbrief informou-me hoje da sua decisão de abandonar o cargo de presidente do Grupo de Trabalho do Eurogrupo, o órgão preparatório do Eurogrupo”, anunciou o presidente do Eurogrupo, num comunicado divulgado em Bruxelas, acrescentando que já foram iniciados os procedimentos para a designação do sucessor de Vijlbrief, que, segundo a imprensa holandesa, vai ocupar o cargo de secretário de Estado das Finanças holandês.

Apontando que Vijlbrief “desempenhou um papel crucial para fazer avançar a reforma da área do euro, preparando o terreno para as discussões no Eurogrupo ao longo dos últimos dois anos”, Mário Centeno sublinha a necessidade de uma substituição célere, de modo a “assegurar continuidade no intenso trabalho” previsto para o primeiro semestre do corrente ano.

Lançado o concurso, o Grupo de Trabalho do Eurogrupo (GTE) será informado da lista de candidatos à sucessão de Vijlbrief na reunião de 6 de fevereiro e a eleição do novo (ou nova) presidente terá lugar “numa reunião subsequente” deste órgão, e até lá o cargo será ocupado pela atual vice-presidente, Odile Renaud-Basso.

O Grupo de Trabalho do Eurogrupo é uma instância preparatória das reuniões do fórum de ministros das Finanças da zona euro, composta por representantes dos Estados-Membros da área do euro que integram o Comité Económico e Financeiro e por representantes da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu, e presta assistência ao Eurogrupo e ao seu presidente na preparação dos debates ministeriais.

Mário Centeno foi eleito em dezembro de 2017 presidente do Eurogrupo para um mandato de dois anos e meio, que terminará assim no final do primeiro semestre do corrente ano, não tendo ainda o ministro das Finanças português anunciado se vai ou não candidatar-se a um segundo mandato.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Mário Centeno “perde” presidente do Grupo de Trabalho do Eurogrupo

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião