Prestação da casa sobe nos créditos com Euribor a 3 e 6 meses. Mas cai a 12 meses

Os créditos indexados às Euribor a três e seis meses sofrem um ligeiro agravamento da prestação na revisão de fevereiro, após um ano de alívio de encargos.

A grande maioria das famílias que virem revista a taxa de juro do crédito em fevereiro vão ver a prestação subir, apesar de ligeiramente. O aumento afetará os contratos que têm como indexante as Euribor a três e seis meses. Já as famílias cujos empréstimos da casa estão associados à Euribor a 12 meses beneficiam de uma descida de encargos.

Em termos práticos, considerando o cenário de um empréstimo no valor de 100 mil euros, por um prazo de 30 anos, e com um spread de 1%, as famílias com créditos associados à Euribor a três meses vão ver a prestação subir 0,32%. Serão mais 98 cêntimos, colocando o valor da prestação mensal nos 304 euros.

No caso dos contratos indexados à Euribor a seis meses, o aumento será ainda mais curto — 0,25% — correspondendo a mais 76 cêntimos por mês, com a prestação a fixar-se nos 306,71 euros ao longo dos próximos seis meses. Tanto para os contratos com Euribor a três meses como a Euribor a seis meses, trata-se da primeira subida após um ano de alívio dos encargos.

Evolução da Euribor a 3 meses

Fonte: Reuters

Melhor sorte terão os agregados com empréstimos associados à Euribor a 12 meses — indexante que domina o grosso dos nossos financiamentos para a compra de casa –, já que vão ter um corte de encargos. Nestes casos, a prestação baixa 1,9%, ou o equivalente a 6,14 euros, com o encargos mensal a fixar-se nos 310,2 euros ao longo do próximo ano.

Estas revisões ocorrem numa altura em que os indexantes dos empréstimos da casa se mantêm próximos dos mínimos históricos estabelecidos entre o final de agosto e o início de setembro do ano passado. A evolução dos futuros para a Euribor a três meses aponta para que os indexantes se mantenham em torno desses valores até meados do próximo ano, ocasião a partir da qual é esperado que estes assumam valares cada vez menos negativos. Pelo menos até ao final de 2024 deverão ainda manter-se em terreno negativo, mostram os futuros.

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