Preços de venda de casas sobem 15,8% em 2019 mas devem estabilizar

  • Lusa
  • 10 Fevereiro 2020

Em dezembro de 2019, os preços das casas tiveram um crescimento homólogo na ordem dos 15,8%. Segundo o Confidencial Imobiliário, em 2020 é expectável que "os preços acabem por estabilizar".

Os preços de venda das casas em Portugal continental fecharam 2019 com um aumento homólogo de 15,8% em dezembro, mas deverão estabilizar em “ritmos mais normalizados”, segundo o Índice de Preços Residenciais (IPR) da Confidencial Imobiliário.

Tal subida consolida o ciclo de forte valorização que o mercado residencial tem sentido nos últimos dois anos, registando durante esse período variações homólogas dos preços predominantemente acima dos 15%”, indica a Confidencial Imobiliário, que “acompanha a dinâmica dos preços de transação da habitação em Portugal desde 2007” no âmbito do Índice de Preços Residenciais (IPR).

O diretor da Confidencial Imobiliário, Ricardo Guimarães, afirma que 2019 voltou “a ter uma subida muito expressiva nos preços da habitação, embora com uma estrutura diferente, ou seja, com os resultados a refletirem a dinâmica das segundas cidades”.

Isto porque Lisboa, que tinha sido o motor da valorização nacional, “teve em 2019 aumentos em torno dos 9,0%, exibindo um crescimento robusto, mas em clara travagem face aos 19% a que valorizava um ano antes”, acrescentou o responsável.

Para 2020, Ricardo Guimarães diz que é expectável que “o mercado nacional comece a refletir a tendência já sentida em Lisboa, e que os preços acabem por estabilizar em ritmos mais normalizados”.

“Em termos trimestrais, a subida de preços a nível nacional fixou-se em 4,2% no último trimestre de 2019, uma variação em cadeia superada, desde que o IPR acompanha o mercado, apenas pelos 4,9% registados no 2.º trimestre de 2018″, referem.

A mesma fonte refere que os últimos resultados do IPR permitem ainda apurar que os preços das casas no final de 2019 estavam 46% acima dos níveis registados no arranque da década, em 2010.

“Tal valorização acumulada absorve já as perdas de 14% que se observaram entre 2010 e 2013, este último o ano em que os preços das casas no país atingiriam o seu ponto mais baixo”, conclui a Confidencial.

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