Diesel está a perder para a gasolina. “Tendência vai acentuar-se”, diz a ACAP

Pela primeira vez, as vendas de automóveis a diesel ficou aquém das dos modelos a gasolina e outras propulsões. Representaram 40% do total, devendo continuar a encolher nos próximos anos.

Quando Matos Fernandes, ministro do Ambiente e da Transição Energética, alertou os portugueses para terem cuidado ao comprarem automóveis a diesel, antecipando a perda de valor destes, Hélder Pedro, secretário-geral da ACAP, desvalorizou. Chegou a lamentá-las, alertando para o impacto nas vendas do setor. Agora, com os números do ano passado a revelarem que o diesel está a perder peso nas vendas, admite que esta é uma “tendência que vai acentuar-se”.

Em 2019, ano em que o mercado automóvel encolheu, após um ciclo de seis anos de crescimento, as vendas de veículos com motores a gasóleo caiu pela primeira vez. Tiveram um peso de 40% nas vendas totais, “perdendo para a gasolina e para as energias alternativas”, notou Hélder Pedro na conferência de balanço do mercado realizada na sede da ACAP, em Lisboa.

A “gasolina superou as vendas dos diesel“, representando 49% de todos os automóveis novos comercializados durante o ano passado, de acordo com os dados da associação.

Este peso de 40% do diesel nas vendas dos automóveis novos “está acima da média europeia que ficou em 31%“, salientou o responsável. Esta é uma “tendência que se irá acentuar”, afirmou Hélder Pedro. Ou seja, haverá menos procura por estes motores, com os consumidores a preferirem a gasolina, mas também energias alternativas.

Elétricos aceleram. Portugal à frente da Europa

De acordo com a ACAP, as vendas de automóveis que utilizam energias alternativas tiveram um peso de 10,8%, em 2019. Entre estas energias alternativas, os híbridos elétricos convencionais têm maior peso: 4,2%.

Ainda assim, nota Hélder Pedro, houve um “enorme crescimento das vendas de elétricos (representando 3,1% do total) e dos híbridos plug-in (2,6%)”. “Temos dos rácios [de vendas] de elétricos dos mais altos da União Europeia”, rematou, salientando que essa tendência continua já em 2020. Em janeiro, “os elétricos representaram 6% das vendas” de automóveis novos.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Diesel está a perder para a gasolina. “Tendência vai acentuar-se”, diz a ACAP

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião