Na mesa do recrutador: Rita Monteiro, da Sonae Araucopremium

A secretária feita com materiais desenvolvidos e trabalhados na Sonae Arauco materializam o trabalho que se faz entre o escritório e as fábricas, todos os dias.

Fez em julho um ano que Rita estreou o escritório na Maia e é normalmente na sua mesa que se reúne com a equipa. A secretária feita com materiais desenvolvidos e trabalhados na Sonae Arauco materializam o trabalho que se faz entre o escritório e as fábricas, todos os dias. A luz natural invade o edifício mesmo em dias em que o sol teima em sobressair entre as nuvens e essa foi uma das prioridades na hora de pensar no novo escritório.

“Sou muito transparente, muito objetiva e, na relação com as pessoas, cada um sabe sempre com o que pode contar. Gosto de estar próxima, de estar presente, não só no corporate como, desde outubro, altura em que assumi novas funções, também nas fábricas. Lá percebem-se as problemáticas, as dinâmicas e o nosso negócio, porque é ali que tudo se faz, que tudo acontece”, explica a Europe talent management & SWE HR director da Sonae Arauco.

Rita Monteiro estudou psicologia social, fez uma pós-graduação em gestão de recursos humanos e o seu percurso passou sempre por essa área onde, entre outras experiências, fez carreira na Adecco onde desempenhou várias funções.

Rita Monteiro, diretora de recursos humanos da Sonae Arauco.Ricardo Castelo

Em 2017 surgiu o desafio de integrar a Sonae Arauco, o braço da Sonae de produção de materiais de construção. E, apesar de se tratar de uma área totalmente nova, Rita mantém a maneira de trabalhar. “Privilegio o contacto com as pessoas, o não estar sentada no meu gabinete para, sempre que há algum tema, levantar e dirigir-me à pessoa”, detalha, em conversa com a Pessoas. Aos 46 anos e, à frente da gestão de pessoas e talento de uma equipa que conta com 3.000 trabalhadores espalhados por diversas geografias — Portugal, Espanha, Alemanha, Suíça, França, Holanda, Reino Unido e África do Sul. Detida por dois acionistas — o grupo Sonae Indústria, onde tudo começou, com 50%, e o grupo Arauco, com os restantes 50% -, entre os maiores desafios atuais estão as “transversais dores de recursos humanos”. “Todas as organizações e as problemáticas serão similares. A atração de pessoas, quando falamos de talento, é, no nosso caso em particular, difícil pelo facto de as nossas fábricas estarem localizadas mais no interior”, explica.

A atração de jovens engenheiros — o core de recrutamento da empresa, exige um dos maiores esforços por parte da organização. “Temos uma proposta de valor atrativa que engloba a questão salarial mas qualquer pessoa pode, nesta organização, fazer carreira internacional. Por outro lado, fizemos uma reformulação do modelo de carreira porque tendencialmente contratamos perfis de engenharia, tecnologias de informação, e nem toda a gente tem de ter pessoas a seu cargo. Partimos o modelo de carreiras, as pessoas vão progredindo, tendo gestão de equipas, progredindo, mas temos uma outra linha de modelo de carreira que é o desenvolvimento de perfis técnicos”, detalha a especialista.

Movimentações à parte, Rita acredita que, tendo a gestão de pessoas mudado tanto nos últimos 20 anos – desde que começou a sua carreira -, os pilares-base das dinâmicas organizacionais não têm como não passar por conceitos há muito estudados e experimentados. Esta questão da incorporação dos conceitos Agile, creio que cada vez vão ser mais vincados. “A gestão de pessoas tem de continuar a basear-se na proximidade, não pode deixar de acontecer. E espero que isso não mude. Tudo o resto será uma evolução daquilo que a sociedade tem evoluído, e da adaptação, naturalmente”.

Mesa de Rita Monteiro, diretora de recursos humanos da Sonae Arauco.

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