Depois do eBay, Vodafone e Paypal, Sanja Kon é a nova CEO da portuguesa Utrust

Sanja Kon deixa o cargo de head of market places na Paypal para liderar a startup portuguesa Utrust, especialista em soluções de pagamentos digitais.

Depois de passar pelo eBay, Paypal e Vodafone, Sanja Kon é a nova CEO da startup portuguesa Utrust, especialista em pagamentos com criptomoedas. Antes de chegar a este cargo, Sanja era head of market places na Paypal. Esta nomeação surge num momento em que a startup portuguesa se preparar para evoluir para a próxima fase de negócio scaleup.

Construí a minha carreira ajudando empresas enormes a atingir o seu potencial. A Utrust tem as pessoas, as ferramentas e a oportunidade para ser uma dessas empresas. Eu reconheço o potencial quando o vejo, e foi por isso que fiquei tão feliz por aceitar a oportunidade de ajudar esta visão a tornar-se realidade. A Utrust vai liderar a adoção de pagamentos com moedas digitais na próxima década”, sublinha a nova CEO. A Utrust quer revolucionar os métodos de pagamento em criptomoedas — moedas digitais — com libras, digital euro e outras moedas institucionais.

“A razão pela qual eu integrei o mundo fintech, e o Paypal em particular, foi para ajudar qualquer pessoa a participar no comércio global. As empresas de serviços de pagamentos mais tradicionais continuam longe de oferecer estes serviços e é aqui que temos uma oportunidade para mudar este cenário, permitindo às pessoas ter o seu dinheiro e gastá-lo em qualquer parte do mundo, de forma instantânea. Ao mesmo tempo, permitir aos vendedores reduzir os custos associados ao comércio global. Acredito que a moeda digital é o dinheiro do futuro“, salienta Sanja Kon, no vídeo.

“O alcance da Utrust nos últimos anos foi um sonho tornado realidade como CEO, mas nem se compara com aquilo que vamos conseguir na próxima década. Este parece-me o momento exato para mudar o meu foco do dia-a-dia operacional da empresa e começar a planear o futuro, preparando-nos para uma década em que as moedas digitais vão realmente começar a fazer parte da vida das pessoas. O facto de a Sanja estar pronta para assumir, e de saber que podia deixar o dia a dia da empresa na vida de alguém tão capaz, deu-me toda a segurança de que precisava“, refere Nuno Correia, presidente do conselho da Utrust.

A UTrust foi fundada em 2017 pelos empresários Nuno Correia, Roberto Machado, Filipe Castro e Artur Goulão com o objetivo de promover uma alternativa aos métodos tradicionais de pagamento, através do digital. Hoje, os serviços da startup portuguesa já são utilizados pelo S.L. Benfica, Phone House, More From, Alternative Airlines e na loja online de sapatos de luxo designer Luís Onofre, entre muitos outros comerciantes.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Depois do eBay, Vodafone e Paypal, Sanja Kon é a nova CEO da portuguesa Utrust

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião