Primavera dá 2.400 euros a trabalhadores que se mudem para Braga

Tecnológica portuguesa premeia mudança de trabalhadores para Braga com a oferta de 2.400 euros para fixar talento na cidade.

Rita Cadillon, diretora de recursos humanos da Primavera Business Software Solutions.Ricardo Castelo/ECO

A tecnológica portuguesa Primavera Business Software Solutions, com sede em Braga e atividade em Portugal, Angola, Moçambique e Cabo Verde, oferece 2.400 euros aos trabalhadores que aceitem mudar-se para Braga para trabalharem na empresa.

A medida pretende ser um incentivo para atrair e reter talento na cidade nortenha, assim como criar condições para a empresa renovar e reforçar equipas.

“Com a oferta do Porto, embora Braga seja perto, tivemos necessidade de tomar medidas para atrair pessoas. E um jovem licenciado, para vir para Braga, tem de ter motivos fortes. Saem da faculdade e têm logo empresa à espera: criámos um subsídio de fixação de residência e, se quiserem mudar-se para Braga, recebem à cabeça 2.400 euros. Damos essa ajuda porque queremos que as pessoas se fixem e sabemos que se as pessoas vierem viver para Braga é mais fácil em termos de retenção”, detalha Rita Cadillon, diretora de recursos humanos da Primavera.

"Damos essa ajuda porque queremos que as pessoas se fixem e sabemos que se as pessoas vierem viver para Braga é mais fácil em termos de retenção.”

Rita Cadillon

Diretora de recursos humanos da Primavera

Além de uma ajuda em caso de mudança de residência, a Primavera ajuda ainda os trabalhadores com os transportes diários. A política de atração e retenção de talento passa ainda por dois dias adicionais de férias, o dia de aniversário livre e seguro de saúde, entre outros benefícios.

A empresa tem feito um esforço para se adaptar às necessidades do mercado e a flexibilidade, de horário e não só, é uma das medidas. “É uma tendência incontornável: hoje em dia, uma tecnológica que não tenha horários flexíveis e home office não faz sentido”, explica a diretora de recursos humanos.

Além de Braga, outro dos desafios da empresa é continuar a crescer, sobretudo em Lisboa. “Queremos ganhar mercado na zona centro e sul, e é um desafio grande porque o mercado de Lisboa é mais competitivo e também é um mercado que nós não conhecemos tão bem”, refere.

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