Coronavírus deixa investidores alarmados e Wall Street no vermelho

O surto de coronavírus continua a preocupar os investidores e a pressionar os mercados norte-americanos. Os três principais índices recuam 3%.

As consequências do surto do coronavírus na economia global estão a preocupar os investidores e a pressionar os mercados de todo o mundo. Em Nova Iorque, Wall Street arrancou a última sessão da semana em terreno negativo, ainda que as autoridades já tenham garantido que estão a reforçar as medidas para proteger os norte-americanos.

Na sessão desta sexta-feira, o S&P 500 está a desvalorizar 3,01% para 2.889,05 pontos. O tecnológico Nasdaq também está a recuar — 3,17% para 8.294,64 pontos — e Dow Jones cai 2,96% para 25.005,02 pontos. O índice industrial registou, na quinta-feira, a maior queda de sempre (em pontos) face aos receios em torno do coronavírus.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu que o risco continua “muito baixo” para os norte-americanos, mas os investidores continuam preocupados.

Duas fontes citadas pela Reuters adiantam, além disso, que a Casa Branca está mesmo a ponderar forçar a expansão da produção de máscaras protetoras para ajudar na “luta” contra este epidemia nos Estados Unidos.

A contribuir para o pessimismo atual dos investidores estão, de resto, as posições assumidas recentemente pelo Goldman Sachs — que estima que as empresas norte-americanas não verão os seus resultados crescer de todo em 2020 — e pelo Bank of America — que reviu a previsão de crescimento mundial para o nível mais baixo desde o pico da crise financeira.

Até ao momento, o coronavírus já provocou a morte de 2.858 pessoas, estando mais de 83 mil pessoas infetadas. Portugal continua, ainda assim, sem nenhum caso confirmado.

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