Travar comissões? “De boas intenções está o inferno cheio”, diz presidente do Novo Banco

António Ramalho criticou a iniciativa dos deputados de colocarem restrições no comissionamento bancário. Diz que serviços não cobrados deixam de existir ou funcionarão mal.

António Ramalho, presidente do Novo Banco, considera que se o Parlamento travar os bancos na aplicação de comissões “muitos serviços poderão não ser prestados ou prestados sem a qualidade adequada”.

“Acredito que todos estejam cheios de boas intenções teóricas (…) mas o inferno real está cheio de boas intenções teóricas“, disse esta sexta-feira António Ramalho durante a apresentação dos resultados. A instituição registou prejuízos de 1.059 milhões de euros em 2019.

O presidente do Novo Banco lançou várias críticas aos deputados, que esta quinta-feira abriram a porta a um travão nas comissões. “Uma coisa é ser técnico, outra coisa é ser político. Mal dos técnicos quando querem ser políticos e mal dos políticos quando querem ser técnicos”, atacou António Ramalho.

Isto para depois lembrar que há muitas funções que custam dinheiro a um banco e o banco não cobra qualquer comissão, como por exemplo, como por isso o compliance ou o cumprimento das exigências regulatórias. “Não temos nenhuma comissão de regulação, e precisamos de regulação”, exemplificou, lembrando que não há complacência dos reguladores se o banco incumprir nestes aspetos.

Segundo António Ramalho, as comissões são necessárias para pagarem os serviços prestados pelos bancos. Caso contrário, os “serviços não cobrados tendem a não ser prestados ou a ser prestados sem a qualidade adequada”.

Nesse sentido, disse que espera “bom senso” no Parlamento na gestão deste tema.

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