Água Monchique lava a “cara”. Investe 8,5 milhões para duplicar produção

Investimento centra-se na instalação de novas linhas de engarrafamento, no rebranding e no lançamento de novos site e aplicação móvel. Empresa espera que volume de negócio dispare 60% até 15 milhões.

A Água de Monchique anunciou um investimento de 8,5 milhões de euros, que tem como objetivo duplicar a capacidade de engarrafamento da produção. Através da instalação de novas linhas de engarrafamento na unidade produtiva a capacidade de engarrafamento pretende passar para 140 milhões de litros ao ano, face aos atuais 70 milhões de litros.

“Há três grandes vetores que nos orientaram ao longo deste processo: inovação, sustentabilidade e diferenciação. E são estes os princípios que queremos passar para o mercado e pelos quais queremos que a nossa empresa e os nossos produtos sejam reconhecidos”, diz Vítor Hugo Gonçalves, CEO da Água de Monchique, em comunicado.

A reorganização de toda a estrutura produtiva operada na fábrica da Água Monchique teve como pilar a redução da pegada ecológica da empresa. Segundo o CEO, “as várias soluções de sustentabilidade ambiental implementadas vão, desde já, permitir uma redução de cerca de 15% no consumo energético, apesar da duplicação da capacidade produtiva”.

Esta “nova era” Monchique também tem como missão reduzir e reutilizar o plástico usado nas embalagens. “A eliminação do consumo de plástico retrátil nas taras de 5 litros vai permitir que a empresa deixe de enviar para o mercado cerca de 25 toneladas de plástico de embalagem por ano”, refere a empresa.

Água de Monchique vai ter uma nova imagem

O investimento vai abranger ainda o rebranding da marca e o desenvolvimento de um novo packaging, com alargamento da gama disponibilizada ao mercado em termos de tara e de materiais.

Segundo Vítor Hugo Gonçalves, este reposicionamento da Água Monchique surge “da necessidade que sentimos de aproximar ainda mais a marca do consumidor e de estabelecer uma ligação ainda mais emocional. Quisemos revitalizar a marca, evidenciando as suas características distintivas”, refere em comunicado.

Em paralelo com o desenvolvimento das novas garrafas, foi desenhada também uma nova identidade gráfica, incluindo alterações no logótipo e lettering. Alinhados com as novas prioridades ambientais da empresa, os rótulos passam a ser recicláveis, bem como impressos num material transparente.

A partir deste ano vai ser possível adquirir Água Monchique em embalagem de vidro (0,75 e 0,375).Água Monchique

 

Empresa quer faturar mais 60% e recrutar

Outra das novidades é o novo portal e aplicação móvel que a Água de Monchique vai lançar a partir de março. A app Monchique disponibiliza por exemplo a função de monitorização de consumo de água com análise de dados e respetivo histórico, um assistente virtual que sugere e aconselha o consumo de água para a manutenção de níveis de hidratação saudáveis, tendo em conta fatores como a meteorologia, a constituição física ou o estilo de vida do utilizador, entre outras potencialidades.

A empresa espera que o reforço no investimento, bem como a nova “cara” permita alcançar, ainda este ano, um volume de negócios na ordem dos 15 milhões de euros, o que representa um crescimento de cerca de 60% relativamente a 2019.

A Água Monchique define como prioridades disputar a liderança do mercado das águas minerais em Portugal e reforçar a estratégia de internacionalização da empresa, nomeadamente, através do fortalecimento da presença em mercados como a China, EUA, Espanha, Médio Oriente e na Diáspora Portuguesa.

O crescimento da empresa irá suportar o aumento também da equipa. Atualmente, a Água Monchique conta com cerca de 40 colaboradores, um número que deve chegar à meia centena, em breve, uma vez que está a recrutar. A empresa quer contratar dez colaboradores. “90% dos trabalhadores são de Monchique e dos concelhos vizinhos. Este é um critério que muito valorizamos no processo de seleção e recrutamento. É mais um pequeno exemplo de como as empresas podem e devem ajudar a combater algumas das assimetrias geográficas”, destaca Vítor Hugo Gonçalves.

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