Em ano de regresso à liderança nas audiências, lucro da dona da SIC dispara 150%

A empresa de media fechou o ano passado com um lucro de 7,8 milhões de euros, naquele que foi um ano marcado por um regresso à liderança das audiências.

A dona da SIC encerrou o ano passado com um lucro de 7,8 milhões de euros, uma subida de 150% face a 2018, revela a empresa em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). Este resultado deveu-se o crescimento acentuado das receitas, num ano que foi marcado pelo regresso do canal generalista à liderança nas audiências.

Depois de, em 2018, o Grupo Impresa ter registado um resultado líquido de 3,1 milhões de euros — ano em que passou de prejuízos a lucros –, em 2019 este montante mais do que duplicou. O EBITDA melhorou 38,6%, ascendendo a 25,1 milhões de euros. Aqui, o Grupo destaca a melhoria de 35% do EBITDA da SIC, que alcançou os 27 milhões de euros.

A contribuir para a melhoria dos resultados estiveram as receitas, que cresceram 5,6% para 181,9 milhões de euros. No documento, o Grupo explica este aumento com as receitas de televisão, que subiram 6,8% para 155,2 milhões de euros. Esta evolução das contas da empresa liderada por Francisco Pedro Balsemão acontece num ano em que a SIC voltou a liderar as audiências ao fim de 15 anos, com uma quota média de 19,5%.

Por sua vez, a dívida remunerada líquida caiu para 166,4 milhões de euros, o valor mais baixo desde 2005, “ano da tomada de controlo de 100% da SIC”, refere o comunicado.

Na bolsa de Lisboa, o Grupo refere que a cotação das ações da Impresa cresceu 54%, “apresentando a segunda maior valorização do mercado português”, lê-se no comunicado. As ações fecharam o ano a valer 0,21 euros por ação, tendo atingido o valor máximo de 0,33 euros em março. Já este ano, com o coronavírus a pressionar, os títulos recuaram para os 0,2020 euros.

“2019 foi ano de viragem” para o Grupo Impresa

Em declarações à Lusa, o presidente-executivo da Impresa disse que “2019 foi um ano de viragem” para o Grupo, “o melhor desde 2014”, e acrescentou que pretende lançar um serviço de streaming e um canal de eSports em 2020. Francisco Pedro Balsemão sublinhou que “as lideranças da SIC e do Expresso e o rigor na gestão contribuíram para um crescimento nas receitas em quase dez milhões de euros, para um aumento de sete milhões de euros no EBITDA e para uma subida de 150% nos resultados líquidos”.

Apontou também que “o foco na redução da dívida continua a dar frutos, com uma nova diminuição em 12,8 milhões de euros”, sublinhando tratar-se do “valor mais baixo da dívida em 15 anos”. “Além disso, vivemos momentos históricos, com a concentração das nossas atividades no edifício Impresa, a inauguração de novos estúdios e o lançamento bem-sucedido de uma oferta pública de subscrição, a primeira vez que uma empresa de comunicação social realizou uma operação deste género dirigida ao retalho”, prosseguiu o gestor.

Sobre o eventual impacto da compra da Media Capital pela Cofina na sua atividade, Francisco Pedro Balsemão referiu que o grupo já deu a sua opinião sobre o tema. “Do lado da Impresa, continuaremos a fazer mais e melhor. Vamos dar o salto para outras plataformas, sem nunca descurar das atuais. A nossa estratégia é multiplataforma e omnicanal e a nossa ambição é a de apresentar soluções de comunicação em todas as frentes. É por isso que a Impresa vai continuar a ser mass media, mas também personalização; será curadoria e on demand; analytics e intuição; criatividade e eficácia”, acrescentou.

Francisco Pedro Balsemão confirmou que continua apostado em vender a posição que a Impresa tem na agência Lusa. “A nossa participação minoritária na Lusa não é estratégica para a Impresa”, mas “não há desenvolvimentos nesta matéria”, concluiu.

(Notícia atualizada às 17h32 com declarações de Francisco Pinto Balsemão)

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