Banco Montepio lança assistente virtual. É a Maria quem vai atender clientes

IBM ajuda Montepio a acelerar a transformação digital do banco. Projeto assente em inteligência artificial e machine learning visa melhorar experiência dos clientes e ajudar tarefas dos colaboradores.

A partir de meados de abril será a M.A.R.I.A. quem o vai atender do outro lado da linha telefónica do Banco Montepio nas tarefas mais simples como ativar uma conta ou um cartão de crédito ou realizar transferências e pagamentos. Trata-se da nova assistente virtual que o banco se prepara para lançar no âmbito da nova parceria com a tecnológica IBM anunciada esta terça-feira e que vai acelerar a transformação digital da instituição financeira.

Com a M.A.R.I.A. (o nome do robot vem de Montepio’s Automoted Real-time Interaction Assistant), o banco pretende melhorar a experiência dos clientes, nomeadamente na redução dos tempos de espera quando se liga para o contact center para resolver os mais variados problemas.

A nova assistente virtual está treinada para responder às perguntas mais frequentes com a maior rapidez, sendo possível criar conversas virtuais que atendam aos requisitos dos clientes sem precisar de recorrer a um operador humano, melhorando a resolução no primeiro contacto. Por exemplo, a M.A.R.I.A. está a aprender os diferentes sotaques para estabelecer um diálogo o mais natural possível.

“Ao disponibilizar um agente virtual como a M.A.R.I.A., o Banco Montepio ambiciona uma melhor execução do contacto, permitindo ao cliente uma experiência mais empática, personalizada e de construção gradual de confiança”, refere o banco, salientando que a experiência com o robot vai melhorando à medida que vai aprendendo com as interações com os clientes.

Apresentação da MARIA, assistente virtual do banco Montepio - 03MAR20
Leandro Silva (administrador do Banco Montepio) e José Manuel Paraíso (presidente da IBM Portugal) na apresentação da M.A.R.I.A..Hugo Amaral/ECO

Numa primeira fase, a assistente virtual irá responder às intenções mais frequentemente procuradas, como ativação de uma conta ou de um cartão de crédito, ou a realização de transferências ou pagamentos. Mas “estas capacidades podem ser aprofundadas, designadamente na comercialização de produtos e serviços mais complexos que requerem aconselhamento antes de serem adquiridos”, garante o banco.

Além da melhoria da experiência do cliente, a M.A.R.I.A. também trará mais-valias a nível interno, designadamente através da automatização de alguns processos. Vai ajudar os trabalhadores do banco na execução de tarefas sistemáticas e repetitivas, como agendamentos, pesquisas de tarefas, preenchimento de formulários, e outras funções mais complexas mas que também podem ser automatizadas, como um processo de crédito.

“Isto permite aos colaboradores do Banco Montepio concentrarem-se na realização de atividades mais complexas, reduzindo o erro humano e otimizando o desempenho e satisfação das suas pessoas”, refere o banco.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Banco Montepio lança assistente virtual. É a Maria quem vai atender clientes

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião