G7 está pronto a agir, mas falta de medidas concretas desanima Wall Street

Os líderes das sete maiores economias e os bancos centrais garantem que estão a preparar medidas para responder ao surto de coronavírus, mas os investidores esperavam mais.

Apesar de países do G7 estarem prontos a agir para dar resposta ao novo coronavírus e limitar o impacto do surto na economia global, a falta de medidas concretas está a desanimar os investidores em Wall Street. Após a reunião entre os líderes das maiores economias do mundo, a recuperação das principais praças norte-americanas perdeu força e as ações seguem entre ganhos e perdas ligeiros.

Os ministros das Finanças do G7 estão prontos para agir, incluindo adotar medidas orçamentais se for apropriado para (…) apoiar a economia”, refere o comunicado publicado esta terça-feira na sequência de uma conferência telefónica dos ministros das Finanças e dos bancos centrais do G7. Os banqueiros centrais também prometem “continuar a cumprir os seus mandatos”, ou seja, “apoiar a estabilidade de preços e o crescimento económico, mantendo a resiliência do sistema financeiro”.

Há promessas de estímulos orçamentais e monetários, mas não há ainda medidas concretas, o que limita os ganhos das bolsas. O índice tecnológico Nasdaq abriu a ganhar 0,04% para 8.955,44 pontos. Já o financeiro S&P 500 e o industrial Dow Jones começaram a sessão a desvalorizar: 0,06% para 3.088,52 pontos e 0,03% para 26.694,27 pontos, respetivamente.

As perdas seguem-se a uma sessão em que Wall Street registou o maior ganho intradiário desde o Natal de 2018. A epidemia do novo coronavírus, que provoca a doença designada por Covid-19 e que teve origem na China, já infetou 90.663 em todos os continentes, das quais morreram 3.124, segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças.

A contrariar o sentimento misto gerado pelo surto, a Tesla destaca-se pela positiva. A produtora automóvel recebeu pela primeira vez um preço-alvo de uma casa de investimento acima de 1.000 dólares por ação e disparou em bolsa. As ações valorizam 6% para 786,48 dólares.

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