Áustria fecha fronteiras com Itália e europeus endurecem medidas

  • Lusa
  • 10 Março 2020

"Chegou o dia de tomar novas medidas", anunciou o chanceler austríaco. Além do fecho das fronteiras com Itália, a Áustria suspendeu aulas nas universidades e reuniões com mais de 100 pessoas.

A Áustria fechou as fronteiras com a Itália para travar o surto de Covid-19 e vários países europeus estão a aumentar agressivamente as medidas de contenção.

O chanceler austríaco, Sebastian Kurz, anunciou esta terça-feira que o seu país fechou a fronteira com a Itália, admitindo apenas exceções justificadas com recomendações médicas, e ordenou a repatriação de austríacos que estejam em território italiano.

“Chegou o dia de tomar novas medidas”, disse Kurz, para justificar decisões como a suspensão de aulas nas universidades e reuniões com mais de 100 pessoas (em recintos fechados) ou 500 pessoas (ao ar livre).

Outros países europeus estão a apertar as medidas de prevenção e combate ao novo vírus. Espanha e Malta suspenderam todos os voos de e para Itália e vários países, como a Áustria, Reino Unido e Irlanda estão a divulgar alertas com recomendações de reserva de deslocação para todas as regiões daquele que é o país europeu com um maior número de infetados e de mortes provocados pelo novo coronavírus.

Também a Sérvia está a limitar temporariamente a entrada no seu território de viajantes provenientes de Itália, num pacote de medidas de endurecimento do combate ao vírus.

As autoridades da República Checa anunciaram o encerramento de todos os estabelecimentos escolares, enquanto a vizinha Polónia está a proibir aglomerações de pessoas e a reforçar o controlo de fronteiras. Os viajantes que cheguem por estrada, comboio ou barco estão sujeitos a controlo de temperatura e os seus dados de contacto podem ser coligidos para contacto futuro.

A Federação Polaca de Futebol anunciou que os adeptos não poderão assistir a dois jogos amigáveis da seleção nacional agendados para este mês, com a Finlândia e com a Ucrânia.

Com sete casos de contaminação confirmados, a Eslováquia proibiu aglomerações de pessoas, por duas semanas, e ordenou que todos os cidadãos que regressem da China, Coreia do Sul e Itália sejam colocados em quarentena, durante 14 dias. Todas as escolas, universidades de jardins-de-infância da capital, Bratislava, ficarão fechados durante esta semana.

A epidemia de Covid-19 foi detetada em dezembro, na China, e já provocou mais de 4.000 mortos. Cerca de 114 mil pessoas foram infetadas em mais de uma centena de países, e mais de 63 mil recuperaram.

Nos últimos dias, a Itália tornou-se o caso mais grave de epidemia fora da China, com 463 mortos e mais de 9.100 contaminados pelo novo coronavírus, que pode causar infeções respiratórias como pneumonia.

A quarentena imposta pelo governo italiano ao Norte do País foi alargada hoje a toda a Itália.

O Governo português decidiu suspender todos os voos com destino ou origem nas zonas mais afetadas em Itália, recomendando também a suspensão de eventos em espaços abertos com mais de 5.000 pessoas.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Áustria fecha fronteiras com Itália e europeus endurecem medidas

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião