Exportações de têxtil e vestuário crescem, mas coronavírus já se sente

As exportações de têxteis e vestuário aumentaram quase 3% em relação a janeiro de 2019, atingindo os 456 milhões de euros. Contrariamente, as importações caem quase 6%.

O ano de 2020 arranca bem para o setor têxtil e vestuário. As exportações aumentaram quase 3% face a janeiro do ano passado, atingindo os 456 milhões de euros, segundo dados publicados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Contudo, os efeitos do coronavírus já começam a fazer-se sentir.

As exportações de matérias-primas têxteis aumentaram 1,4%, as de vestuário 3,1% e as de têxteis-lar e outros produtos têxteis confecionados registaram um aumento de 3,3%.

Os destinos que registaram melhores desempenhos foram a França (acréscimo de cerca de 5 milhões de euros, ou seja, +8,2%), a Suécia (aumento de 2,5 milhões de euros, correspondendo a +21,3%) e a Alemanha (mais 2,3 milhões de euros, isto é, +5,4%).

Espanha segue a tendência de 2019 e regista o pior desempenho: menos 2,5 milhões de euros (menos 2%). Representa agora pouco mais do que um quarto das exportações totais do setor, destaca a Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP).

Importações em queda. Na China caem quase 12%

Os efeitos do coronavírus já começam a surgir, tendo as importações relativas ao mês de janeiro caído quase 6%, perfazendo um valor de 386 milhões de euros, tendo afetado todo o tipo de produtos, desde matérias-primas a produtos acabados. No entanto, as matérias-primas foram as mais afetadas, tendo diminuído quase 12% (menos 19 milhões de euros). As importações da China caíram quase 12% (menos 4,5 milhões de euros).

O saldo da balança comercial dos têxteis e vestuário ficou em 70 milhões de euros, com uma taxa de cobertura de 118%.

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