Universidade Nova de Lisboa suspende todas as aulas presenciais a partir de segunda-feira

A instituição, que engloba nove faculdades, escolas e institutos, decretou a suspensão de todas as aulas presenciais a partir de segunda-feira.

A Nova de Lisboa juntou-se a muitas universidades que decidiram suspender as aulas presenciais devido ao coronavírus. Assim, a partir de segunda-feira, os alunos desta instituição, que engloba nove faculdades, escolas e institutos, passam a assistir às aulas através de plataformas digitais.

“No dia em que a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou o Covid-19 pandemia, a Universidade Nova de Lisboa decidiu, a partir da próxima segunda-feira, dia 16 de março de 2020, suspender todas as aulas presenciais que ainda não tenham sido substituídas pelo ensino através de plataformas digitais“, lê-se no site da universidade e na página de Facebook da universidade.

Esta situação vai reavaliada a 13 de abril e, nesse dia, a instituição vai decidir se mantêm, ou não, este cenário. “A decisão visa reduzir os riscos de contágio e salvaguardar a segurança da comunidade da Nova, sendo tomada em alinhamento com as recomendações das autoridades de saúde, a quem compete decidir quais as medidas a implementar a cada momento”.

Sublinhando que “a principal preocupação da Nova é a segurança da sua comunidade académica”, a universidade refere que “informações mais detalhadas sobre o processo de adaptação em curso” serão dada pelas próprias faculdades, institutos e escolas.

A Universidade Nova de Lisboa é composta pela Faculdade de Ciências e Tecnologias, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Nova School of Business and Economics, Nova Medical School – Faculdade de Ciências Médicas, Faculdade de Direito, Instituto de Higiene e Medicina Tropical, Nova Information Management School, Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier e Escola Nacional de Saúde Pública.

Esta decisão surge após várias universidades terem optado também pelo encerramento, como a Católica, Lusófona, Universidade de Évora, do Minho, de Coimbra e de Lisboa. Contudo, esta quarta-feira, o Governo afirmou que as escolas só devem encerrar por “determinação das autoridades de saúde”. A diretora geral da Saúde, Graça Freitas, referiu que o encerramento das escolas será “avaliado caso a caso”.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Universidade Nova de Lisboa suspende todas as aulas presenciais a partir de segunda-feira

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião