Marcelo reúne conselho de Estado na quarta-feira para analisar possibilidade de “estado de emergência”

O Presidente da República falou da "verdadeira quarentena voluntária" dos portugueses e remeteu para Conselho de Estado na quarta-feira um eventual "estado de emergência".

“Falo-vos para vos dizer três palavras muito simples e diretas: tenho acompanhado minuto a minuto a situação. E é, ao analisar essa situação e, para analisá-la, que decidi convocar o conselho de Estado para quarta-feira. Para que se debruce também sobre a eventual decisão de decretar o estado de emergência“, disse esta noite o Presidente da República.

Numa mensagem ao país, “pessoal e não como Presidente da República”, Marcelo Rebelo de Sousa dirigiu palavras de agradecimento a todos os portugueses e, em particular, aos profissionais de saúde. “A segunda palavra é para vos agradecer aquilo que tem sido uma verdadeira quarentena voluntária dos portugueses nos últimos dias. E depois agradecer, e já o fiz por escrito, aos profissionais de saúde”, sublinhou.

Em terceiro lugar, Marcelo declarou uma certeza: “Não é preciso apelar ao que já existe. Apelar aos menos jovens como eu, para que saibam compreender. Aos mais jovens, para que respeitem os menos jovens. Mais do que um apelo é uma certeza: vencemos crises, vencemos doenças. (…) Vamos vencer”, disse, sublinhando um sentido de unidade que é necessário e que tem sido uma constante em todo o processo. “Aquilo que é preciso decidir, será decidido. As medidas a tomar serão tomadas. Com os órgãos de soberania juntos, unidos. Presidente, Parlamento, Governo. Partidos solidários. O que nos une é muito mais do que aquilo que nos pudesse dividir”, disse ainda Marcelo Rebelo de Sousa, sublinhando que as palavras de hoje são uma comunicação pessoal e deixando para quarta-feira, no final do conselho de Estado, uma comunicação “mais formal como Presidente da República”.

Este domingo, na atualização do boletim sobre os infetados com o coronavírus, as autoridades de saúde deram conta de um total de 245 infetados, mais 76 casos do que no dia anterior.

António Costa anunciou, esta tarde, que, em coordenação com o chefe do governo espanhol Pedro Sánchez, decidiram confinar a circulação na fronteira entre Portugal e Espanha a bens e mercadorias, impossibilitando a passagem de turistas e lazer durante, pelo menos, um mês.

Notícia em atualização.

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