Por causa do vírus, ANA só quer nos aeroportos quem vai viajar

A empresa quer limitar as entradas nos aeroportos nacionais. Assim, pede que se desloquem aos aeroportos apenas pessoas que vão realmente viajar.

O Governo anunciou que vai reforçar o controlo nos aeroportos, mas sem impor limites ao número de voos ou pessoas (à exceção de China e Itália). Face a este anúncio, a ANA – Aeroportos de Portugal vem agora pedir ao Executivo mais limites na entrada nos aeroportos nacionais, defendendo que apenas se desloquem a estas infraestruturas quem vá realmente viajar.

“A ANA Aeroportos de Portugal apela a que só se desloquem aos aeroportos nacionais as pessoas que vão, efetivamente, viajar”, refere a ANA, em comunicado. Afirmando estas “consciente da necessidade de evitar grandes aglomerados de pessoas nos aeroportos”, devido à epidemia de coronavírus, a empresa diz estar a “trabalhar com a PSP para criar um sistema de limitação de acesso que possa ser rapidamente implementado“.

Assim, dentro dos aeroportos, “os passageiros vão ser chamados a cumprir escrupulosamente e de forma responsável a recomendação de distanciamento social aconselhável” e “orientados para circuitos seguros de forma a garantir o cumprimento das orientações da Direção-Geral da Saúde (DGS) e, com o apoio sempre que necessário da PSP”.

Além disso, foi determinado o “encerramento dos lounges em todos os aeroportos”, o “reforço do plano de limpeza das áreas comuns em todos os espaços de circulação e de espera”, o “reforço de dispensadores de gel desinfetante e a adequação dos produtos de limpeza”, a “afixação e disponibilização de informação dirigida aos passageiros”, a “criação e/ou adequação de áreas de contenção”.

A ANA elaborou ainda “Planos de Resposta para Ameaças à Saúde Pública, alinhados com as orientações da OMS e da DGS”, comunicando esses planos aos seus acionistas. A empresa diz estar a “acompanhar permanentemente” os seus colaboradores e, “no caso de a função o permitir, foi decidida e implementada a promoção do teletrabalho”.

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