Há 8 portugueses na Forbes 30 under 30. Só 3 vivem em Portugal

"Finanças", "indústria e manufatura", "ciência e cuidados de saúde" e "desporto e jogos": há oito portugueses na lista dos jovens sub-30 mais prometedores da Forbes para 2020.

É o maior número de sempre de representação portuguesa na lista 30 under 30 da Forbes. Na edição europeia do ranking da revista que distingue os jovens mais prometedores do continente com menos de 30 anos, revelada esta terça-feira, existem oito nomes portugueses destacados. No entanto, apenas três — Simão Cruz, Bruno Azevedo e Rodrigo Pires— vivem em Portugal.

O cofundador da Portugal Fintech, Simão Cruz, é distinguido por estar envolvido no desenvolvimento de “uma organização sem fins lucrativos que tem como objetivo criar as melhores condições para o desenvolvimento das fintech em Portugal”. Aos 24 anos, o português entra para a lista na categoria “finance”, pelo trabalho na associação que liga diferentes players – startups, corporates e banca com o objetivo de acelerar a digitalização da indústria. No início deste ano, a entidade inaugurou a Fintech House, um edifício de cinco andares no centro de Lisboa e com capacidade para ser teto de 35 startups.

Já os cofundadores da startup AddVolt, Bruno Azevedo e Rodrigo Pires, constam da lista na categoria “Manufactoring and industry” por terem “criado um produto elétrico que pode ligar-se a camiões para recarregar energia durante pausas e desacelerações. “Essa energia é usada para refrigeração ou outras operações nos camiões, carrinhas e outros veículos comerciais”, explica a publicação, reforçando que a empresa tem atividade em Portugal, Espanha e Alemanha.

Entre os nomes portugueses estão ainda o de José Maria Macedo, partner fundador da AmaZix Capital, uma empresa de consultoria financeira especializada em digital assets e blockchain, que vive em Londres. Na categoria “Science & Heathcare” constam os nomes de Fábio Rosa, a viver na Suécia, e cofundador de duas startups a trabalhar na área da imunoterapia oncológica — a Asgard Therapeutics e a Blood Reprogramming Technologies; e os de Joana Paiva e Luís Valente, a viver no Reino Unido e cofundadores da iLoF, uma startup que usa inteligência artificial para construir uma biblioteca de biomarcadores de doenças com base na cloud, e inicialmente focada na doença de Alzheimer. Os dados que armazenam deverão reduzir os custos e o tempo de desenvolvimento de medicamentos: a startup já levantou mais de 2,4 milhões de dólares.

Já na categoria de “Sports & Games” encontramos a segunda portuguesa: Catarina Macedo estudou na Universidade do Minho e é program manager da Xbox. Segundo explica a Forbes, a portuguesa — que vive em Washington — “contribui com features sociais em produtos como o Game Bar ou a app da Xbox para PC”. Catarina Macedo também lidera a iniciativa interna de programação e diversidade “Women in Gaming”.

“Num tempo de incerteza global, é difícil ver além da desgraça e da tristeza. Por sorte, o nosso 50.º ranking anual Under 30 da Europa oferece uma muito necessária dose de otimismo”, explica a publicação. Na lista, a revista destaca “jovens líderes visionários que reinventam descaradamente os negócios e a sociedade”.

A lista deste ano é resultado de milhares de recomendações internacionais e de meses de investigação, que termina com “o selo de aprovação do nosso painel de juízes”, explica a Forbes. O resultado é uma lista de 300 jovens com 30 anos ou menos, distinguidos em 10 indústrias e oriundos de 32 países europeus. A lista completa pode ser consultada aqui.

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