Revista de imprensa internacional

Para fazer frente à pandemia, França promete um pacote de ajuda económica de 45 mil milhões. Já a Amazon decidiu contratar mais 100 mil trabalhadores.

O surto do novo coronavírus continua a marcar a atualidade internacional. Os países tentam ajudar a economia e delinear planos para mitigar os efeitos da pandemia, com França a anunciar um pacote de ajuda de 45 mil milhões de euros. Por um lado, várias empresas fecham portas, deixando os trabalhadores na incerteza, como é o caso das fábricas automóveis espanholas. Por outro, há negócios que veem a procura aumentar com o isolamento, algo que aconteceu com a Amazon, que terá mesmo de contratar mais trabalhadores. Veja estas e outras notícias das manchetes internacionais.

Financial Times

França promete pacote de ajuda económica de 45 mil milhões

As medidas francesas para ajudar empresas e funcionários a enfrentar o surto do novo coronavírus valerão cerca de 45 mil milhões de euros, disse o ministro das Finanças, Bruno Le Maire. O pacote de ajuda financeira inclui pagamentos a trabalhadores temporariamente redundantes e o diferimento de pagamentos de impostos e Segurança Social. O Governo francês prevê que a economia encolha cerca de 1% este ano, em vez de crescer mais de 1% como previsto anteriormente.

Leia a notícia completa no Financial Times (acesso condicionado, conteúdo em inglês).

CNBC

Amazon contrata mais 100 mil trabalhadores e dá aumentos para lidar com procura devido ao coronavírus

A Amazon planeia contratar mais 100 mil funcionários para os armazéns e entregas, numa altura em que regista um aumento no número de encomendas online, devido ao surto de coronavírus. A empresa anunciou também que iria aumentar os salários dos trabalhadores de armazém e entregas em 2 dólares por hora nos EUA, 2 libras por hora no Reino Unido e aproximadamente 2 euros por hora em muitos países da União Europeia, até o final de abril.

Leia a notícia completa na CNBC (acesso livre, conteúdo em inglês).

South China Morning Post

Filipinas fecham indefinidamente mercados financeiros no meio da pandemia

As Filipinas interromperam a negociação de ações, títulos e moedas até novo aviso, tornando-se o primeiro país a fechar os mercados financeiros em resposta à expansão da pandemia do novo coronavírus. Isto acontece depois de o Presidente, Rodrigo Duterte, ampliar o bloqueio de Manila por um mês para toda a ilha de Luzon, onde moram 57 milhões de pessoas.

Leia a notícia completa no South China Morning Post (acesso livre, conteúdo em inglês).

Expansión

Paralisação de fábricas de automóveis espanholas deixa 60.000 empregos “no ar”

Todas as fábricas espanholas das multinacionais automóveis cessaram sua atividade. A Espanha é o segundo maior fabricante de veículos da Europa e o nono do mundo, contando com cerca de 17 centros de produção. A paragem deixou mais de 58.300 funcionários na incerteza. Com a decisão de parar, várias empresas decidiram acionar o mecanismo de emprego temporário para os funcionários.

Leia a notícia completa no Expansión (acesso livre, conteúdo em espanhol).

The Guardian

Primárias em Ohio interrompidas no último minuto devido a batalha judicial sobre coronavírus

Oficiais de saúde do estado norte-americano de Ohio adiaram as eleições primárias, que determinam o candidato às presidenciais, apenas algumas horas antes do início da ida às urnas. A decisão surgiu depois de um juiz negar o pedido do governador de adiar a votação presencial por causa do coronavírus, por medo de expor eleitores e trabalhadores voluntários, muitos deles idosos.

Leia a notícia completa no The Guardian (acesso livre, conteúdo em inglês).

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Revista de imprensa internacional

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião