Houseparty, Netflix e Zoom. Estas são as apps dos portugueses em quarentena

Houseparty, Netflix e Zoom. Estas são algumas das aplicações que chegaram ao top das mais descarregadas da Play Store e App Store nos últimos dias, marcados pelo isolamento por causa do coronavírus.

A pandemia do coronavírus está a mudar a vida dos portugueses. E com o Governo a recomendar o isolamento em casa, muitos veem no smartphone um “companheiro” para o dia-a-dia, tanto no lazer como no trabalho. Essa mudança de comportamento refletiu-se nos tops de aplicações nas duas principais lojas, App Store e Play Store.

Ferramentas de videoconferência ou de trabalho remoto, como a Zoom, escalaram a lista das mais descarregadas, alcançando posições de relevância, numa altura em que cada vez mais pessoas são incentivadas a completarem a jornada de trabalho a partir das respetivas habitações. Ou, do lado do divertimento, Netflix e TikTok são outros dois exemplos.

No entanto, o grande destaque é a Houseparty, um aplicativo que permite organizar videochamadas com várias pessoas em simultâneo, juntando um catálogo de jogos interativos com questionários e outras diversões para toda a família. Só no Android, esta aplicação, desenvolvida pela Life on Air, regista mais de dez milhões de downloads, mas está tanto no topo da Play Store como no da App Sorte.

Abaixo, o ECO compilou uma breve lista com as principais aplicações que estão a ser descarregadas pelos portugueses, num período em que a recomendação é para ficar em casa. Descubra o que faz cada uma e perceba porque estão a atrair tanta gente em simultâneo.

Google Play Store

  1. Houseparty. Como já indicámos, é uma espécie de rede social que permite a vários utilizadores realizarem videochamadas em grupo. Não é difícil compreender a origem do sucesso deste aplicativo num contexto como o atual: é possível criar grupos de utilizadores, a que a empresa chama de “casa”. Assim, quando um utilizador entra na “casa” — leia-se, fica online –, todos são alertados. É possível pôr a conversa em dia, mas também jogar jogos interativos em grupo. Descarregue aqui.
  2. TikTok. O fenómeno não é novo. Já antes da pandemia que esta rede social era notícia pela quantidade de público que tem atraído em vários países, incluindo em Portugal. Agora, em plena pandemia do coronavírus, cada vez mais portugueses juntam-se ao TikTok para gravarem vídeos potencialmente virais. Descarregue aqui.
  3. Zoom Cloud Meetings. Na vida há tempo para tudo, quer seja para brincar como para trabalhar. Para muitos, o telemóvel é uma mistura dos dois. O Zoom é uma dessas aplicações que tem crescido com a pandemia: por permitir organizar videoconferências, tem sido uma opção usada por muitas empresas que desejam manter reuniões remotas com os trabalhadores. Descarregue aqui.

App Store

  1. Houseparty. Não vamos repetir a explicação, porque esta é também a aplicação mais descarregada para quem usa sistema operativo Android. O facto de estar no topo das duas lojas mostra bem o sucesso emergente desta ferramenta. Descarregue aqui.
  2. Netflix. Ficar em casa, para muitos, é sinónimo de mais tempo disponível para pôr as séries em dia. Por isso, não é de estranhar que esta plataforma de streaming esteja a assistir a um crescimento em tempo de pandemia. Mais portugueses estão a descarregar este catálogo de filmes e séries para fugirem aos canais do cabo que, por estes dias, não só têm cortado nos programas em direto como a atualidade exige uma dedicação maior às notícias sobre o surto. Descarregue aqui.
  3. Continente. Em tempos de açambarcamento de bens nos grandes hipermercados, a aplicação do Continente alcançou o topo. A ferramenta para encomenda de produtos alimentares, e não só, da grande superfície do Grupo Sonae disparou na App Store com cada vez mais portugueses em quarentena a evitarem ir pessoalmente às compras, mas também a tentarem encontrar online o que falta nas prateleiras das lojas. Descarregue aqui.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Houseparty, Netflix e Zoom. Estas são as apps dos portugueses em quarentena

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião