Montepio “duplica” ordenado dos clientes peranto o vírus. Aumenta limites dos cartões de crédito

O banco vai permitir a duplicação dos plafonds das contas ordenado e permitir a extensão dos limites dos cartões de crédito, no apoio às famílias. Disponibiliza também linha de crédito às empresas.

À semelhança de outros bancos, o Banco Montepio anunciou um conjunto de medidas com vista a “ajudar famílias, empresas e instituições do setor social a minimizar o impacto causado pelo surto da COVID-19”, que pôs o país em estado de emergência. Aumentos dos plafonds nas contas ordenado e do limite dos cartões de crédito destacam-se no apoio às famílias, embora a “ajuda” seja a crédito.

“Depois de ter aderido às linhas lançadas pelo Governo para apoiar as empresas cuja atividade foi impactada pela pandemia de Covid-19, e uma linha de crédito para o setor social, o Banco Montepio lança um pacote de medidas para as famílias e reforça o apoio às empresas”, dá nota o Banco Montepio em comunicado.

O pacote de medidas Emergência Covid-19 contém medidas excecionais, em tempos excecionais, e é lançado para um período de três meses”, acrescenta.

No apoio às famílias, o Montepio vai permitir aos clientes a possibilidade de duplicarem o plafond da conta ordenado, além da condição normal de que dispõem. “Na prática, esta medida permite que o cliente tenha um plafond disponível igual a duas vezes o seu salário”, diz o banco, explicando que para isso, “os clientes devem solicitar este apoio, para aprovação prévia e com garantia de aprovação rápida pela instituição.

A instituição financeira estende ainda o limite do plafond dos cartões de crédito, “por forma a apoiar eventuais necessidades imediatas a que as famílias tenham de atender”.

À utilização destes plafonds no cartão de crédito será aplicada uma taxa de juro bruta de 5% (TAN), podendo o prazo de amortização para o valor em dívida ir até até 18 meses.

Diz ainda que “continuará a adotar todas as medidas necessárias para apoiar as famílias, acompanhando as iniciativas em estudo pelo governo e reguladores, nomeadamente a possibilidade do adiamento das prestações do crédito habitação e do crédito ao consumo”.

Às empresas, o banco diz que vai disponibilizar uma linha de curto prazo, com maturidade até seis meses, “para ajudar as micro, pequenas e médias empresas, a fazer face a dificuldades de tesouraria momentâneas, por forma a poderem continuar a operar sem disrupções”.

(Notícia atualizada a 24 de março, com condições de utilização do plafond adicional do cartão de crédito)

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Montepio “duplica” ordenado dos clientes peranto o vírus. Aumenta limites dos cartões de crédito

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião