Salário do patrão do Pingo Doce subiu em 2019. Voltou a ganhar mais de dois milhões de euros

O total recebido subiu 8,8% face aos 1,9 milhões que Pedro Soares dos Santos tinha recebido em 2018. O salário médio dos trabalhadores do grupo aumentou 3%.

O salário do CEO da Jerónimo Martins, Pedro Soares dos Santos, aumentou no ano passado. O patrão da retalhista, que inclui a cadeia Pingo Doce, voltou ao restrito grupo de gestores que ganharam mais de dois milhões de euros. Entre remunerações fixas e variáveis, Soares dos Santos recebeu 2,07 milhões de euros.

O salário fixo do gestor fixou-se em 685 mil euros no ano passado, segundo revela o relatório e contas divulgado esta sexta-feira. Dividindo por 14 meses, o montante equivale a cerca 49 mil euros por mês. A este valor, acrescem ainda 1,08 milhões de euros de componente variável — atribuída e paga em 2019, na sequência da avaliação de desempenho no exercício de 2018 –, bem como 306.395,81 para o plano de pensões de reforma.

Feitas as contas, o salário fixo do líder do dono do Pingo Doce pagou 33% dos ganhos totais do gestor, com a remuneração variável e o contributo para o PPR a pagarem os restantes 67%. O total de 2,07 milhões de euros representa uma subida de 8,8% face aos 1,9 milhões que Pedro Soares dos Santos tinha recebido em 2018. O salário médio dos trabalhadores do grupo aumentaram 3% no mesmo período.

Este crescimento aconteceu num ano em que a Jerónimo Martins lucrou 433 milhões de euros, um aumento de 7,9% face ao alcançado no ano anterior. Além do CEO, também os trabalhadores receberam prémios graças a este resultado.

“Criámos 6.868 postos de trabalho, o que representa um aumento líquido de 6,3% comparativamente a 2018. Proporcionámos ainda 757 estágios em contexto real de trabalho nas diferentes companhias do grupo. Foram atribuídos 137 milhões de euros em prémios aos colaboradores, um aumento de 24% face a 2018, e 13.663 colaboradores foram promovidos, representando um aumento de 14% face a 2018″, refere ainda o relatório e contas.

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