S&P corta rating da TAP em três níveis devido à Covid-19

Agência atribuiu um rating de B, ou seja, no "lixo", à companhia aérea portuguesa por causa do coronavírus.

A Standard & Poor’s cortou o rating da TAP em três níveis devido ao impacto da pandemia de Covid-19. É a segunda agência de notação financeira a fazê-lo, depois de a Moody’s ter anunciado também um downgrade esta quinta-feira. Em ambos os casos está no nível de investimento especulativo.

A agência atribuiu um rating de longo prazo — que avalia a probabilidade de incumprimento da TAP — de B, com credit watch negativo — estava em BB-. Simultaneamente, a S&P reviu em baixa o rating da emissão de obrigações senior unsecured (375 milhões de euros com maturidade em 2024) para B, três degraus abaixo do rating atribuído em novembro.

“Esta revisão de rating insere-se num contexto sem precedentes de imposição de restrições governamentais à mobilidade das populações e rápida deterioração da conjuntura económica a nível mundial, em resultado da pandemia do vírus Covid-19, que afeta de forma particular todo o setor do transporte aéreo”, explica a TAP, em comunicado.

A operação da companhia aérea tem sido fortemente afetada pela pandemia de Covid-19. Restringiu as operações a apenas 15 destinos, deixando de operar nos restantes 75 em que operava até agora devido às restrições que os países estão a impor para travar a expansão do coronavírus. A decisão, que tem início a 23 de março, pode ser revista a qualquer momento e deverá durar até 19 de abril de 2020.

Pela mesma razão, esta quinta-feira, a Moody’s baixou igualmente vários ratings e a perspetiva da TAP, incluindo o de probabilidade de incumprimento, citando a exposição ao Brasil, Estados Unidos e Europa como agravante em pleno surto de Covid-19.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

S&P corta rating da TAP em três níveis devido à Covid-19

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião