Bruxelas quer vias verdes nas fronteiras para transporte de mercadorias

  • Lusa
  • 23 Março 2020

Vários países fecharam as fronteiras terrestres com vizinhos. Comissão Europeia recomendou que Estados-membros criem vias verdes nas fronteiras para garantir o transporte de mercadorias.

A Comissão Europeia recomendou aos Estados-membros a criação de vias verdes nas fronteiras comunitárias para garantir o transporte de mercadorias, com trajetos que não demorem mais de 15 minutos, apesar das restrições adotadas devido à pandemia de Covid-19.

Numa altura em que existem várias restrições à circulação dentro da União Europeia (UE), no seguimento de medidas adotadas pelos Estados-membros para tentar conter o surto do novo coronavírus, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, apresenta aos países orientações práticas para garantir o transporte contínuo de mercadorias através de vias verdes.

Reconhecendo que “o surto tem um impacto tremendo” no fluxo de bens a nível europeu, a responsável recomenda que “cruzar uma fronteira numa via verde deve demorar, no máximo, 15 minutos”, ideias defendidas num vídeo publicado esta tarde.

De acordo com Ursula von der Leyen, no passado fim de semana verificaram-se problemas em algumas fronteiras da UE e, em alguns pontos transfronteiriços, registaram-se inclusive “mais de 40 quilómetros de fila e esperas de até 18 horas”.

“Isto tem de parar”, vincou, defendendo que, “especialmente em tempos de crise, […] os mantimentos devem estar disponíveis para a população e os medicamentos, equipamentos de proteção e outros bens necessários têm de chegar aos hospitais e aos profissionais de saúde“.

A ideia, segundo Ursula von der Leyen, é que estas vias verdes estejam “disponíveis para veículos que transportem todo o tipo de bens”, visando “garantir a livre circulação de bens” e evitar “atrasos e problemas de escassez”.

“As medidas que estamos a adotar para conter a propagação do vírus estão a abrandar ou até impedir a circulação”, aponta.

No vídeo, Ursula von der Leyen argumenta, ainda, que “os governos nacionais devem suspender restrições como limitações na circulação durante o fim de semana ou à noite” e ainda “reduzir a burocracia para os condutores de mercadorias”.

“Os testes médicos nas fronteiras podem ser úteis e usados como medida complementar contra o vírus, mas devem ter em conta a livre circulação de bens”, adianta.

Nesta mensagem, a líder do executivo comunitário afirma ainda que “o combate ao vírus vai demorar algum tempo”, pelo que apela à proteção do mercado único europeu como forma de “vencer essa batalha”.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infetou mais de 341 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 15.100 morreram.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Bruxelas quer vias verdes nas fronteiras para transporte de mercadorias

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião