Covid-19: Livrarias jurídicas disponibilizam obras gratuitamente

Face à pandemia do Covid-19, as editoras jurídicas também adotaram medidas excecionais. A AAFDL Editora e a Almedina são exemplo disso e disponibilizaram as suas obras gratuitamente.

A pandemia do Covid-19 está a assolar o mundo, contabilizando em Portugal já 2.060 casos confirmados e 14 mortes. O setor jurídico também está a ser afetado pelo vírus: advogados em regime de teletrabalho, sociedades cancelam eventos e reuniões e prazos processuais suspensos. As editoras jurídicas também fecharam as suas portas, mas encontraram soluções para fazer chegar aos juristas as suas obras.

Na AAFDL Editora, editora jurídica da Associação Académica da Faculdade de Direito de Lisboa, foram disponibilizadas todas as obras do catálogo, em formato e-book, gratuitamente. Inicialmente o intuito era de apenas disponibilizar as obras aos estudantes, mas a editora decidiu estender a medida a todos os leitores.

Todas as obras, teses, legislações e revistas podem ser consultadas numa plataforma online. Segundo o o responsável editorial da AAFDL Editora, Tomé Baptista Cardoso, esta plataforma vai permitir “chegar a todos os clientes de forma fácil e gratuita” e também “dar um passo no futuro da internacionalização da editora”.

Também a Almedina, editora jurídica, deu acesso gratuito à BDJUR, o seu serviço digital jurídico, que é assegurado por uma equipa de juristas e documentalistas especializados.

“Perante a declaração do Estado de Emergência devido ao Covid-19, em que as publicações legislativas e o debate jurídico tomam particular relevância, e na procura permanente em apoiar profissionais e particulares num momento de tantas incertezas e de trabalho remoto ao domicílio, o Grupo Almedina decidiu disponibilizar gratuitamente o acesso aos serviços da BDJUR“, referiu a empresa em comunicado.

Neste serviços os leitores podem consultar gratuitamente legislação; jurisprudência com acórdãos completos mais relevantes; formulários, minutas e procedimentos; dicionário jurídico; e um fórum jurídico, em parceira com a Abreu Advogados.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Covid-19: Livrarias jurídicas disponibilizam obras gratuitamente

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião